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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A morte da CGADB


Por Gutierres Fernandes Siqueira

Algumas pessoas me perguntam porque deixei de escrever sobre a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB). Eis o motivo: A CGADB morreu! Aquela instituição criada na década de 1930 para auxiliar os pastores e as igrejas das Assembleias de Deus já não existe. Hoje o que há é uma disputa sem fim pelo poder e uma judicialização da instituição.

Toda semana há uma decisão judicial em torno desse tema. Em um dia a turma A consegue uma vitória contra a turma B. No dia seguinte a turma B ganha uma ação da turma A. Um briga pelo cargo que perdeu. Outro que preservar o cargo que ganhou. E o Reino de Deus? Bom, isso não está em questão. É uma briga meramente pela glória humana. A CGADB é uma instituição mundana.

E não me venham falar em anjos. Não há anjos nessa disputa. É briga de coronéis.

Em certo sentido, a disputa por poder na Convenção Geral não é algo novo. Crises e disputas sempre existiram, pois o passado idílico é mera fantasia. Não é à toa o nascimento da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil- Ministério de Madureira (CONAMAD) em 1989 na cidade de Salvador (BA). Alguns coronéis são bem antigos.

Então, como jaz em túmulo turbulento, a CGADB perdeu a relevância. Hoje essa organização não faz nenhuma diferença na vida das igrejas, mas é fonte de constante escândalo e vergonha para a centenária denominação. Assembleianos, lembrai que as Assembleias de Deus estão acima da Convenção Geral. E a Igreja (com I maiúsculo) está acima disso tudo.

Fonte: http://www.teologiapentecostal.com/2013/09/a-morte-da-cgadb.html


Quão nojento é o triunfalismo!



Por Gutierres Fernandes Siqueira

“Que mais direi? Não tenho tempo para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas, os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros. Houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos. Alguns foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcançar uma ressurreição superior. Outros enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas. Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido. Deus havia planejado algo melhor para nós, para que conosco fossem eles aperfeiçoados”. [Hebreus 11.32-40] 
É triste quando uma mensagem dita evangélica 
mais parece a pregação da Seicho-No-Ie!
“O único modo de se tornar rico com um livro de autoajuda é escrever um”! [Christopher Buckley e John Tierney em God is My Broker] 

Não faz muito tempo um membro de uma igreja em nossa região perdeu o filho tragicamente. O garoto de nove anos esperava o ônibus escolar junto com o pai quando foi atingido por uma bala perdida. O caso foi tão triste e chocante que teve ampla cobertura pela imprensa local. Todas as igrejas da região comentaram o caso e lamentaram tamanha perda. A família, infelizmente, foi mais uma vítima inocente da violência presente neste país.

Quando eu cheguei no culto em uma igreja do bairro vizinho eu pensei: “Com uma notícia tão triste como essa (que abalou toda uma região da cidade) ninguém terá coragem de pregar as baboseiras triunfalistas”. Como eu estava enganado! O infeliz pregador chegou a dizer que derrota não era coisa de cristão e que Deus sempre nos enche de vitória. As palavras não foram literalmente essas, mas o espírito do comentário era exatamente esse. Eu sai do culto escandalizado, pois vi que nem a tragédia sensibiliza os triunfalistas.

Quando o modelo esgotará?

Fico-me perguntando: Quando os evangélicos brasileiros estarão fartos e enjoados das “mensagens de autoajuda”? Será que esse modelo triunfalista se esgotará em um futuro não tão distante? Quando as pessoas “cairão na real” e verão que esse tipo de pregação nada tem de evangelho?

É desanimador ver que o modelo triunfalista nem apresente pequenos sinais de esgotamento.

Sim, muitas pessoas estão revoltadas com tudo isso, mas essas “muitas pessoas” são poucas para o universo de milhões de evangélicos. Há muitos, também, que não pregam mensagens triunfalistas, mas ao mesmo tempo toleram que tais mensagens sejam livremente pregadas em suas igrejas. Nós aprendemos com a Igreja em Tiatira que a tolerância para com o erro é igualmente errada. Será que queremos ouvir do Senhor isso: “Conheço as suas obras, o seu amor, a sua fé, o seu serviço e a sua perseverança, e sei que você está fazendo mais agora do que no princípio. No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel” [Apocalipse 2.19-20a]?

Fonte: http://www.teologiapentecostal.com/2012/05/quao-nojento-e-o-triunfalismo.html