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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Briga de alunos termina em morte no noroeste do Mato Grosso

Atualizado
Agora no inicio da tarde tive informações de pessoas da cidade de Juruena que o menor que assassinou o menino Lucas atende pelas iniciais I.V.S de 15 anos, filho de Ismael e Tatiane, residentes no assentamento treze de maio no travessão III, o menino é de família conhecida tanto no assentamento como na cidade

As brigas envolvendo alunos de escolas não são novas, eu mesmo sempre costuma ver os garotos da primeira escola onde estudei marcarem as brigas pra hora da saída e isso era sempre um espetáculo e embora fosse totalmente errado nada de mais grave nunca aconteceu nessa escola na época  (Escola Municipal Professora Georgina Nascimento, em Castanhal-Pa)

Essas brigas sempre aconteceram nas escolas do País e isso do  Oiapoque ao Chui, porém o que tem assustado tanto os pais como as autoridades de um modo geral é a violência com que tem acontecido essas brigas nas escolas.
No ultimo dia 20 todo o país viu o uma briga dessas que teve um final nada feliz aqui no estado do Paraná, na cidade de Ponta Grossa aqui pertinho de Curitiba, na briga em questão dois rapazes, um de 17 anos e o outro de 15 anos, lutaram de forma violenta e na troca de socos e pontapés  o Rapaz de quinze anos foi alvejado por vários golpes  na região da cabeça, no chão e foi acometido de uma convulsão sendo levado para o hospital em estado grave e tudo foi filmado com um celular  por um colega que assistia tudo. Veja a matéria e o vídeo do site Plantão 190:

Hoje a tarde fiquei chocado novamente com uma noticia que recebi de amigos através das redes sociais na qual relatava uma outra briga de alunos em escola que acabou com a morte de um adolescente de 15 anos, desta vez a briga ocorreu na escola Estadual Dom Aquino Correia, na pequena cidade de Juruena-MT.
Essa não foi a primeira briga entre alunos da escola Dom Aquino, já teve caso de aluna que esfregou o rosto de uma outra aluna no muro da escola e no canal de videos youtube tem alguns videos dessas brigas como essa abaixo
Essa briga pelo que parece aconteceu fora da escola.

Escola Estadual Dom Aquino Correia, local da briga que acabou com a morte do menino Lucas

Segundo o Portal Juina News que cobre toda aquela região, a briga ocorreu por volta das 15:40 minutos, horário do intervalo entre as aulas,envolvendo um garoto de 13 anos e um outro de 15 anos.
 Depois de uma discussão a vitima foi atingida por três socos na região da cabeça e veio a cair desacordado, foi constatado pelas autoridades locais que que o garoto Lucas Alves Pereira sofreu traumatismo craniano, foi socorrido, levado ao hospital municipal mais sofreu uma parada cardiorrespiratória e infelizmente veio  a óbito.
O menor assassino foi conduzido pela diretoria a uma sala até a chegada da policia que juntamente com o conselho tutelar que o  apreendeu
O menino Lucas era conhecido na cidade como Ferrugem,  era de família boa e muito querido de toda a população local, a comoção é muito grande no município, visto que há menos de uma semana uma outra tragedia ceifou a vida de uma outra Jovem chamada Betina Rodrigues em um acidente de transito.
Que o Grande Deus de paz possa consolar os corações do familiares e amigos, deixo aqui meus sinceros sentimentos de pesares pelo fato ocorrido.
Menino Lucas (Fonte da foto: Facebook)

 Lucas (Fonte da foto: Facebook)
Fonte: www.facebook.com/photo.php?fbid=423194591207563&set=p.423194591207563&type=1&theater

www.facebook.com/photo.php?fbid=878274785588001&set=pcb.878274808921332&type=1&theater

http://www.juinanews.com.br/noticias_ver.php?id=18181


www.youtube.com/results?search_query=briga+de+alunos+em+ponta+grossa

www.google.com.br/search?q=escola+georgina+nascimento+castanhal&biwhttp://www.parana-
online.com.br/prontv/2068/BRIGA+ENTRE+ALUNOS+DEIXA+ADOLESCENTE+DE+15+ANOS+EM+ESTADO+GRAVE/

http://www.dnnoticias.com.br/2013/10/comunicado-de-volta-as-aulas-escola.html



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A reação arminiana


Por Gutierres Fernandes Siqueira

A última década foi marcada pelo avanço do calvinismo no Brasil. Tal fato se deu, principalmente, pelos blogs e editoras temáticas. O pioneiro blog O Temporas O Mores, por exemplo, ajudou a popularizar a cosmovisão calvinista. De tão popular, os posts foram publicados duas vezes em formato de livro pela editora Mundo Cristão. Editoras como Cultura Cristã e Fiel cresceram em influência e a própria CPAD, órgão confessional das Assembleias de Deus, passou a publicar nomes como Piper, Carson, MacArthur, Driscoll, Keller, Packer, Pearcey etc.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, ganhava força o chamado neocalvinismo. Era o  velho calvinismo com linguagem acessível, sem cessacionismo, sem fundamentalismo, envolvido criticamente na cultura pós-moderna e sempre atento às plataformas tecnológicas. O neocalvinismo vem sendo uma rica experiência entre a rígida tradição e a flexível linguagem pós-moderna. Apesar da popularidade dos autores neocalvinistas no Brasil, ainda é raro achar uma congregação nesses moldes por aqui. Neste país ainda impera o velho calvinismo.

E os arminianos? Ora, arminianos dificilmente são militantes. Isso é um ponto positivo, pois raramente você achará um arminiano que resuma a sua vida por essa corrente doutrinária. Em compensação haverá uma maior ignorância sobre essa mesma doutrina. Enquanto um teólogo calvinista fala da Soberania de Deus a cada cinco minutos, os seguidores de Armínio ficam quietos e crescem na inércia de uma doutrina mais fácil de ser compreendida. Mas o cenário parece ensaiar uma pequena mudança.

Há alguns anos o site Arminianismo.com vem empenhado em trazer mais conhecimento sobre essa corrente doutrinária. É visível nas redes sociais o crescimento de pentecostais, metodistas e até alguns batistas pelo aprofundamento nessa matéria. Recentemente a Editora Reflexão publicou o livro Teologia Arminiana: Mitos e Realidades do teólogo norte-americano Roger E. Olson. Parece que os arminianos começaram a reagir sobre o avanço calvinista.

Tudo isso é muito bom. A tensão entre calvinismo e arminianismo tende a trazer uma teologia mais equilibrada em nossa terra. Sem o determinismo arrogante e fatalista do  hipercalvinismo e nem o deus sem divindade do hiperarminianismo. Se você acha estranho ouvir que Deus não conhece o futuro na boca de um teísta aberto (eu também fico espantado), igualmente repulsivo é ouvir a blasfema ideia que Deus seja o autor do pecado. Portanto, vamos deixar os extremos para os fanáticos militantes. Certamente que o caminho mais saudável passa pelo equilíbrio, pois Deus não é nem limitado e nem um déspota fatalista.

Eu saúdo a reação arminiana assim como o avanço do neocalvinismo. Que Deus seja louvado.
Fonte: http://www.teologiapentecostal.com/2013/08/a-reacao-arminiana.html

terça-feira, 18 de agosto de 2015

São os pentecostais contra a suficiência das Escrituras?

Por Gutierres Fernandes Siqueira


A acusação mais comum e desonesta contra os pentecostais é apontar que esse movimento não sustenta a suficiência das Escrituras. Ao defender profecias e línguas contemporâneas, dizem os críticos, o pentecostalismo nivela a Palavra de Deus às experiências emocionais. Será verdade? Com a palavra os próprios pentecostais...
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“Estamos medindo tudo pela Palavra, toda experiência deve medir-se pela Bíblia. Alguns dizem que isso é exagero, mas se vivemos mui apegados à Palavra, essas contas as ajustaremos com o Senhor quando o encontrarmos nos ares”.  William Joseph Seymour (1870-1922), evangelista e pioneiro do pentecostalismo norte-americano.--------------------- 
“Se temos o Espírito Santo, podemos provar os espíritos, porque tudo o que o Espírito Santo faz é confirmado pela Palavra. Não queremos nos fiar em línguas e interpretações. Precisamos avaliar as línguas e demonstrações à luz da Palavra. E, se elas não concordarem com a Palavra, não devemos aceitá-las. Tudo precisa ser avaliado segundo o padrão da Palavra”. Maria Woodworth Etter (1844-1924), evangelista e pioneira do pentecostalismo norte-americano.---------------------
“Existem graves problemas sendo levantados pelo hábito de dar e receber ‘mensagens’ pessoais de orientação por meio dos dons do Espírito [...] A Bíblia dá lugar para tal direção vinda do Espírito Santo [...] Tudo isso, porém, deve ser mantido na devida proporção. O exame das Escrituras mostrará que, de fato, os primeiros cristãos não recebiam continuamente tais vozes do céu. Na maioria dos casos, eles tomavam suas decisões pelo uso do que normalmente chamamos ‘senso comum santificado’ e viviam normalmente. Muitos de nossos erros na área dos dons espirituais surgem quando queremos que o extraordinário e o excepcional sejam transformados no frequente e no habitual. Que todos os que desenvolvem desejo excessivo pelas 'mensagens' possam aprender com os enormes desastres de gerações passadas e com nossos contemporâneos [...] As Sagradas Escrituras é que são a lâmpada dos nossos passos e a luz que clareia o nosso caminho.” Donald Gee (1891 - 1966), teólogo e pioneiro do pentecostalismo na Inglaterra.
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“Se o espírito de qualquer profecia prejudica o esquema geral da revelação bíblica e os propósitos de Deus no Evangelho, e não se relaciona de forma alguma a eles, então não devemos levar tal palavra a sério. Essa ‘profecia’ pode ser alguma coisa diabólica ou, mais provavelmente, pode ser fruto da imaginação humana.” Reinhard Bonnke (1940-), evangelista alemão.---------------------
“A autoridade máxima em matéria de fé, a norma infalível da vida espiritual, a temos completa e perfeita no Antigo e no Novo Testamento. Nem podemos crer que possuam realmente o dom de profecia aqueles que pretendem serem profetas, sem se submeterem às normas estabelecidas pela Palavra de Deus e ensinadas por aqueles a quem Ele chamou, ungiu e confirmou como seus ministros, para o bem de sua Igreja. [...] O dom de profecia no Novo Testamento não tem a finalidade de estabelecer normas para a vida cristã, para o governo da Igreja e para a maneira de agir dos ministros, especialmente se tais ‘normas’ são contrárias às doutrinas neotestamentárias.” Estevam Ângelo de Souza (1922 - 1996), escritor e pastor da Assembleia de Deus em São Luís (MA).---------------------
“O avivamento de que necessitamos deve ser de busca e de ensino da Palavra de Deus. [...] Nunca devemos interpretar a Bíblia à luz das nossas experiências espirituais, mas interpretar as nossas experiências espirituais à luz da Palavra de Deus. Do contrário, cairemos no experiencialismo extremado e antibíblico, como estamos vendo acontecer nos dias de hoje.” Antonio Gilberto da Silva(1929-), teólogo assembleiano e consultor doutrinário da CPAD.---------------------
“Em nenhum incidente registrado no NT o dom de profecia foi usado para dirigir pessoas em casos que pudessem ser resolvidos pelos princípios bíblicos. As decisões no tocante à moralidade, compra e venda, ao casamento , ao lar e à família devem ser tomadas mediante a aplicação e obediência aos princípios bíblicos da Palavra de Deus e não meramente à base de uma ‘profecia’”.Donald Stamps (1938-1991), editor da Bíblia de Estudo Pentecostal.
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“O Movimento Pentecostal, embora acredite na atualidade do batismo no Espírito Santo e nos dons espirituais, jamais aceitou outra fonte de autoridade que contrarie a Bíblia Sagrada nem que se considere igual ou superior a esta. É claro que tem havido desvios doutrinários isolados. Estes, porém, são de imediato rechaçados e postos na marginalidade.”  Claudionor Corrêa de Andrade (1955-), teólogo assembleiano e consultor doutrinário.---------------------

E aqui eu poderia passar horas copilando as palavras de outros líderes pentecostais, mas esses exemplos são suficientes para expor a ignorância daqueles que afirmar ser o pentecostalismo contra a suficiência das Escrituras. Não é porque algum desavisado fez ou fala bobagens que todo pentecostalismo deva sofrer generalizações. Um pouco de respeito e conhecimento faz bem a todos. 
Fonte:

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Um Pouco De Nossas Origens


Aceitei a Cristo como meu salvador no inicio do segundo semestre de 1998, na cidade de Castanhal-Pa, região de Belém.
Isso se deu na primeira vez que adentrei em uma Assembleia de Deus. A partir de então já batizado e membro dessa denominação, comecei então a buscar suas origens: Como surgiu, onde começou e quem foi o fundador dessa igreja, para minha surpresa, certa noite fui a um culto no templo central da minha igreja e nessa ocasião era comemorado os 87 anos da minha querida Assembleia de Deus, fiquei muito feliz ao ouvir daquele evangelista historiador que a igreja da qual eu membro agora, nasceu em meu estado e mais precisamente na região onde eu morava, me emocionei ao ouvir do expoente que o primeiro sermão pregado em português  pelo Missionário Samuel Nystrom foi na cidade de santa Izabel do Pará, (cidade onde vivi na infância) . Ouvi muita coisa interessante naquela noite sobre os primórdios da AD, passei então a pesquisar mais e mais sobre como tudo começou, acabei por descobrir que na minha igreja havia um presbítero que era neto do Pastor Absalão piano, o segundo Pastor consagrado na Assembleia de Deus no Brasil.

                                Assembleia de Deus em seus primórdios

                Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundadores da Assembleia de Deus no Brasil

No decorrer desses dezessete anos sempre fui muito envolvido com os trabalhos dessa igreja e sempre me orgulhei de ser assembleiano devido sua linda história, fui professor de escola dominical, fui responsável pelo departamento de assistência social, líder de departamento infantil, líder de adolescentes, líder de Jovens, fiz curso de teologia, lecionei no curso de teologia, pela graça de Deus e não por meus méritos fui chamado ao ministério, como cooperador, depois diácono e por ultimo fui consagrado ao santo ministério do presbitério, o Pastor que me consagrou ao presbitério chama-se Jacinto de Souza neto, Pastor presidente do campo de Juruena-Mt.
Tudo isso aconteceu enquanto eu morei por dez anos no estado do Mato Grosso.  Na direção de Deus mudei com minha família do Mato Grosso para o Paraná, onde continuei servindo a Deus na Assembleia de Deus e apesar de amar essa igreja com todo o seu sistema litúrgico, seus dogmas preceitos e regulamentos, gostaria de deixar uma coisa bem esclarecida para todos que estão lendo esse simples texto: A igreja evangélica Assembleia de Deus no Brasil espalhada no país inteiro do Oiapoque ao Chuí não é, nunca foi e nunca será a única detentora da salvação e está longe de ser.
Estive como membro dessa maravilhosa igreja enquanto me senti bem e repito não tenho o menor problema com seu sistema litúrgico e com suas crenças, visto ser eu um crente arminiano de fé pentecostal.
Há um mês deixei de ser membro dessa igreja para juntamente com um grupo de irmãos fundarmos a Assembleia de Deus Fazenda Rio Grande (Adfarg), uma igreja independente, mais que mantém a mesma identidade da nossa querida Assembleia de Deus fundada por nossos queridos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren.

              Pastor Reginaldo Euclides, Pastor da Assembleia de Deus Fazenda rio Grande (Adfarg)

Assembleia de Deus Fazenda Rio Grande (Adfarg) , Av. Brasil 2771, Nações, Faz. Rio Grande-Pr


Obreiros Da adfarg


Hoje muitas pessoas, inclusive alguns Pastores estão atormentando alguns desses irmãos usando texto bíblico totalmente fora do seu contexto, dizendo que eles serão excluídos da igreja e que por conta disso correm o sério risco de perder a salvação. Que coisa feia para alguém que se diz Pastor, deturpar um texto sagrado em detrimento da verdadeira exegese.
Pois bem, o que muitos não sabem é que a origem da nossa querida assembleia de Deus no Brasil se deu da seguinte maneira:
Estando Daniel Berg e Gunnar servindo a Deus na igreja Batista em Belém do Pará, vindos dos Estados unidos da América, sob orientação de Deus, traziam a mensagem pentecostal que varria a América naquela época por influencia de Willian Joseph Seymour do movimento da azuza street, quando tiveram a oportunidade de pregar essa mensagem aos crentes batistas de Belém, alguns abraçaram a fé pentecostal sendo curados e batizados com o espirito santo, muitos, porém não aceitaram a nova mensagem, dentre eles o Pastor da igreja batista que excluiu os dois missionários juntamente com cerca de Dezoito irmãos daquela igreja, ficando agora aqueles dois homens de Deus sem igreja e sem lugar pra morar, já que residiam no porão da igreja batista.
Um irmão chamado Henrique Albuquerque que tinha uma situação financeira estável, ofereceu lugar para os dois residirem e também para congregarem até que as coisas se ajeitassem.
E foi assim que surgiu a nossa querida Assembleia de Deus no Brasil que antes se chamava Missão da fé Apostólica. Aquele grupo foi excluído da igreja Batista em Belém do Pará para fundar hoje o que chamamos o maior avivamento pentecostal do mundo.
Se o fato de alguém mudar de igreja implica em perder a salvação, então todos nós Assembleianos no Brasil e no mundo estaríamos todos  com nossa salvação comprometida, sendo que nossa igreja teve seus primórdios com uma cisão na igreja batista Paraense.
Enquanto isso eu prefiro ficar com um antigo corinho muito cantado em nossas igrejas que diz:
Não importa igreja 
Quem tu és 
Se atrás do calvário tu estás 

Se o teu coração 
É igual ao meu 
Dai as mãos 
E meu irmão serás 

Dai as mãos, dai as mãos 
Dai as mãos 
E meu irmão será 

Amém.
Qualquer duvida sobre o que está acontecendo estou à disposição de todos, ou duvidas sobre os fatos que envolvem as origens da AD no Brasil, consulte as fontes.
Fonte:




segunda-feira, 13 de julho de 2015

“Apóstola” brasileira afirma ser cumprimento de profecia apocalíptica

Daniela Carvalho acredita ser mais forte que o Diabo



O Brasil já deu ao mundo Inri Cristo, o codinome adotado por Álvaro Thais que em 1979 afirmou ter recebido uma revelação de sua verdadeira identidade. Com discurso carismático, atraiu dezenas de seguidores que viam nele algum tipo de salvador. Usando uma interpretação própria da Bíblia, estabeleceu-se em Brasília, afirmando ser ali a Nova Jerusalém.
Em 2007, outra revelação foi recebida, desta vez era uma mulher: Daniela Carvalho, deixou de ser uma adolescente normal de 15 anos e passou a se identificar como Pastora Primaz do Reino dos Céus.
Segundo o site de sua igreja, a jovem hoje com 23 anos “representa o santuário, representa o testemunho e o espelho do santuário. É a noiva do Cordeiro sem mancha, sem mácula, pura”. Por isso, todo ano durante a festa do Primado, ela entra vestida de noiva na Igreja Reino dos Céus, denominação neo-pentecostal com sede em Belo Horizonte.
O tempo passa e ela é alçada à condição de apóstola, estabelecendo seu ministério em São Paulo. Pelas redes sociais ela posta fotos e declarações igualmente curiosas.
Daniela, ou apóstola Sol, nome que adotou para indicar sua nova condição espiritual, afirma ser a encarnação de uma figura bíblica.
Usando uma interpretação própria da Bíblia decreta: “Sou aquela que João viu na ilha de Patmos e escreveu no apocalipse 12. Sou vestida de sol e tenho a coroa de 12 estrelas na minha cabeça – coroa do apostolado – e a lua debaixo dos meus pés. Lua não tem luz. A lua representa as igrejas fracas sem revelação cheias de pessoas doentes e fracassadas pela macumba”.
Entre os muitos adjetivos, afirma ser uma “mulher sobrenatural”. Torna-se ainda mais enfática quando lembra a todos que ela é a “mulher que amaldiçoou o Diabo”, e que Satanás tem medo dela. .
Com isso tem atraído centenas de pessoas para a igreja que lidera. Os elementos são conhecidos. Venda de objetos ungidos, promessas de prosperidade, além das dezenas de testemunhos gravados com pessoas que receberam curas ou milagres. Faz ainda campanhas com nomes chamativos como “escada de Jacó”, “trezena forte do Arcanjo Miguel” e “monte Manaain”.
Suas fotos e vídeos são compartilhados por evangélicos nas redes sociais na maioria das vezes como piada e os comentários quase sempre possuem um tom de crítica. Mas o fato é que ela tem se tornado popular. Depois da mudança de nome, seu perfil no Facebook teve quase 500.000 acessos no primeiro dia.
O portal Gospel Prime tentou entrevistar Daniela, mas o pedido não foi aceito. Mesmo assim, existem muitas informações sobre ela nos veículos oficiais da denominação, como a TV Reino e o Jornal do Reino. A primeira é exclusivamente online, já o periódico possui uma versão impressa além da eletrônica.
Chama atenção as vestes usadas por ela e os demais líderes da igreja para ministrar. Coloridas e recheadas de símbolos judaicos, remetem a uma identidade sacerdotal católica.


Para muitos, pode ser apenas mais uma denominação neopentecostal ou um desvario de alguém que deseja aparecer, mas um olhar mais atento mostra que Daniela apenas deu continuidade ao que seu pai começou.
Ela é filha do pastor e ex-deputado estadual mineiro Adelino de Carvalho. Em 2001, ele enfrentou uma série de acusações e acabou se tornando inelegível após serem comprovadas diversas fraudes cometidas por ele.
Embora afirmasse ser pobre em sua declaração de renda, vivia em uma mansão que ocupa um quarteirão inteiro num bairro nobre da capital mineira. Diversos eleitores – na maioria membros de suas igrejas – o acusavam de ter prometido (e não cumprido) que distribuiria cestas básicas todo o mês depois que ganhasse a eleição. Também distribuiu vários cheques sem fundo e se justificava que só queria ajudar o povo, mas as vezes ultrapassava seus limites.
Adelino abandonou a vida política, mas há quase 40 anos ele lidera igrejas. Afirma que são mais de 700 igrejas, mas as informações em seu site oficial são bastante vagas sobre o assunto. Autor prolífico, tem mais de 50 livros. Como compositor, escreveu mais de 1.000 músicas de louvor. Como cantor já gravou mais de 30 discos. Como pregador, possui mais de 1.500 mensagens gravadas em CDs e DVDs.Afirma que suas pregações já converteram “mais de um milhão de pessoas”.
Assim como fez sua filha, ele também trocou de nome. Passou a se chamar Davi Efraim. Assevera que sua vida é “um grande mistério”. Nada modesto, diz ser “considerado uma liderança respeitada no meio evangélico e um dos pregadores de maior evidência no Brasil, exercendo um ministério de fogo e poder espiritual”.

Porém, no meio evangélico, tanto ele quanto a filha são considerados seita. Embora se utilize de elementos bíblicos e práticas comuns em igrejas neopentecostais, procura apenas tentar legitimar suas sandices. Infelizmente, como atestam as fotos e vídeos postados por eles, tem conseguido atrair um número crescente de seguidores.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/apostola-sol-daniela-carvalho/ 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Uma reflexão sobre a igreja hoje



Diante de tantas coisas que tenho contemplado nesses dias hodiernos dentro do ambiente denominacional, coisas como: Igrejas voltadas para o público jovem, como cowboys, skatista, surfista, metaleiros e etc...
 Igreja super tradicional onde tudo é proibido, igreja voltada unicamente  para o ensino da Palavra de Deus, igreja voltada para os dons carismáticos, igreja onde se revela de tudo mais pouco se fala da Bíblia com seriedade, igreja que prega  sobre riquezas e conforto nessa vida e esquece de pregar sobre salvação, sobre santidade, sobre vida com Deus e sobre  céu, igrejinha com instalações precárias sem a mínima estrutura, mas, que se prega a palavra com sinceridade, igreja de médio porte e super mega hiper igreja com templo exorbitante com estacionamento para mil carros e contribuição via máquininha de cartão, onde congregam pessoas de todas as classes.Enfim hoje existe igrejas que agradam a todos os gostos, outras por outro lado,  outrora agradavam a muitos e hoje desagradam mais que agradam.
Hoje temos axé gospel nas igrejas, festa junina, festa rave gospel, arrocha gospel e tudo mais que não presta.
Tem se gastado milhões de reais em templos religiosos que são verdadeiras babéis na terra, que mais servem para engrandecer o nome de homens que para glorificar o nome de Deus.
pouco se tem feito pelo social, esquecem de cuidar do ser humano como um todo, esquecem da salvação integral, esquecem que o homem é composto de corpo alma e espírito, esquecem que quanto mais a igreja torna-se humana, mais divina ela torna-se. 
 Muitas igrejas hoje tem ouro e prata mais infelizmente, não podem mais. dizer: levanta-te e anda.
Diante de tudo que foi exposto e tudo mais que tem acontecido na igreja de Cristo hoje?, surge uma pergunta que ecoa fortemente em nossos ouvidos: qual o nosso papel como igreja?, será que tem desempenhado com êxito nosso chamado?
O que podemos fazer para que esse quadro possa ser revertido?
veja esse video e deixe sua sugestão,opinião, critica ou apenas deixe seu comentário
 https://www.youtube.com/watch?v=geyQrwKWhzU
By Frank Braga

Teologia Pentecostal entrevista Pastor Antonio Gilberto, Mestre das Assembleias de Deus no Brasil



Pastor Antonio Gilberto é o maior símbolo de erudição nas Assembleias de Deus no Brasil, isso é unanimidade em todo os arraiais adeiano,tive o privilegio de ve-lo e ouvi-lo por ocasião do 5º congresso Nacional  de Escola Dominical realizado em Salvador Bahia. Comprei o seu livro Manual da Escola Dominical, homem sábio, porem humilde e simples, reproduzo em meu Blog a entrevista do mestre concedida ao Blog Teologia Pentecostal.

 Por Gutierres Fernandes Siqueira
Blog Teologia Pentecostal teve o privilégio de entrevistar o pastor e teólogo Antonio Gilberto da Silva. É consensual entre os assembleianos que o pastor Gilberto é a maior referência teológica da denominação. Neste ano Antonio Gilberto completa 86 anos. Ele é mestre em teologia, bacharel em psicologia, pedagogia e letras. É também mestre em educação pela Biola University, nos Estados Unidos. É membro da diretoria da Global University (GU), um complexo universitário das Assembleias de Deus norte-americana (AG). É também consultor doutrinário e teológico da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) desde 1997. Ainda atua como membro da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Foi membro do Conselho Mundial de Evangelismo do Congresso Mundial de Lausanne (Suíça). Ele também trabalhou na edição da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), que foi publicada em dezenas de idiomas e está publicada em inglês como The Full Life Study Biblepela editora Zondervan. É autor de diversos livros como: Manual da Escola Dominical (também publicado em espanhol), Crescimento em CristoA Prática do Evangelismo PessoalA Bíblia Através dos SéculosO Fruto do Espírito (derivado de um trabalho maior em inglês), Verdades Pentecostais e editou a Teologia Sistemática Pentecostal. Todas as obras foram publicadas pela CPAD. É autor de diversas Lições Bíblicas e é também membro da Academia Evangélica de Letras (AEL). Formou o CAPED, um curso de aperfeiçoamento de professor de Escola Dominical e atuou como professor de escolas teológicas das Assembleias de Deus no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Apesar do vasto currículo acadêmico o que mais chama atenção no pastor Gilberto é a forma simples e piedosa de falar. Um exemplo para a atual geração. Vejamos essa entrevista agora.

01) Vários professores de teologia, especialmente conservadores, manifestam preocupação com o avanço do liberalismo teológico na sua versão pós-moderna entre os pentecostais. Há, inclusive, pentecostais levantando bandeiras da Teologia da Liberação, uma teologia que parecia até morta na década de 1990. O senhor enxerga tal fenômeno como relevante, ou seja, como motivo real de preocupação? Se sim, quais são as causas desse crescimento e como podemos responder ao fenômeno?

Sim, há um crescimento. E uma das causa é: a multiplicação do conhecimento secular. Eu não estou criticando, mas vemos apenas uma multiplicação do conhecimento secular sem o conhecimento divino, espiritual. Ficam acadêmicos maravilhosos- e eu não estou criticando, pois seria um absurdo criticar a academia-, porém o conhecimento secular sem conhecimento espiritual é uma falta. O conhecimento bíblico (ou espiritual) vem através do Espírito Santo.

E hoje não existe sabedoria secular. E ainda há sabedoria bíblica pelo Espírito Santo. O conhecimento bíblico sem sabedoria bíblica gera fanatismos e exageros. E sabedoria espiritual sem conhecimento bíblico gera estagnação, pois a matéria prima da sabedoria é o conhecimento. É só pegar Romanos 11 e 1 Coríntios 12 e veremos a diferença e a complementaridade entre conhecimento e sabedoria.

Então, a razão dessa distorção na teologia contemporânea é a multiplicação do conhecimento sem sabedoria. Como ilustração vamos lembrar Daniel 12.4 onde está escrito: “e a ciência se multiplicará”. E aí Daniel para. Ele não diz: “e a sabedoria se multiplicará”. E é isso que está acontecendo, pois há um avanço do conhecimento sem o avanço da sabedoria. Eu não estou criticando, volto a dizer. E nesse texto, cabe explicar, a palavra ciência pode ser traduzida em português como “conhecimento”. O sentido aqui não é avanço tecnológico, mas conhecimento como teoria.

Hoje vivemos um tempo onde nem mesmo o Batismo no Espírito Santo está sendo cultivando. Deus quer nos encher da plenitude do Espírito, mas Ele não viola nossa liberdade. Portanto, cabe a nos voltarmos a buscar essa sabedoria do alto a fim de não causarmos distorções advindas do conhecimento isolado.

E falando sobre Teologia da Libertação deixe-me recordar uma história, uma experiência pessoal. Fui professor do Instituto Bíblico Pentecostal (IBP) por 22 anos. E naquele período eu ministrava aulas de heresiologia. Na ocasião eu escrevi um texto criticando o marxismo-leninismo. Isso ainda era a década de 1960. Anos depois, no final da década de 1980, fui convidado por uma universidade europeia a escrever o material didático daquela escola. E numa das semanas eu estava de folga e aproveitei para passear. Na ocasião eu estava em Bruxelas (Bélgica) e vi uma agência de viagens da União Soviética (URSS). Eu ali entrei e disse: “Boa tarde. Sou brasileiro e quero fazer uma pergunta: como faço para ir a Moscou e quanto tempo é de viagem?”. O funcionário solicitou minha identidade e pediu para eu aguardar um tempo. Na volta o rapaz, que era muito educado, me disse: “sua entrada em Moscou está proibida”. E eu perguntei o motivo, até um tanto surpreso e espantado. E ele me disse: no ano X o senhor escreveu um artigo contra o marxismo-leninismo. E eu perguntei: “e se eu fosse mesmo assim”. E ele me respondeu: “o senhor iria preso”. E eu novamente perguntei: “e iria ser mandado para embaixada do Brasil?”. E ele: “Não, o senhor seria mandado para a Sibéria”. Como é que um artigo meu era conhecido por uma agência da União Soviética na Bélgica? E olha, nem existia a internet naquela época como conhecemos hoje. Eu nunca me esqueci dessa experiência com o estado policial.

02) A igreja Assembleia de Deus norte-americana (AG) tem produzido acadêmicos que influenciaram e, ainda, influenciam o evangelicalismo como um todo. Ou seja, são teólogos que não falam apenas para pentecostais. Nomes como Gordon D. Fee e Craig S. Keener são tidos como exegetas de referência mesmo para aqueles que nunca pisaram numa igreja pentecostal. O senhor é também um nome muito respeitado no Brasil como teólogo profissional, mas comparado com o tamanho da Assembleia de Deus brasileira, ainda são poucos os nomes pentecostais de influência nos demais círculos protestantes. Qual o motivo? Falta apoio da própria denominação? Ou será uma visão mais preconceituosa dos evangélicos tradicionais para com os acadêmicos pentecostais no Brasil?

Eu conheço o Dr. Gordon Fee pessoalmente e isso que você fala é uma verdade. Agora, eu diria que o nosso problema no Brasil é falta de patrocínio. Eu viajo bastante e vejo isso em toda parte: a falta da disposição em apoiar os ensinadores. As igrejas não apoiam, as convenções não apoiam, os empresários cristãos não patrocinam. E quem vai pagar a conta? Estudar custa caro, muito caro. Resultado disso: temos talentos maravilhosos por aí que são desperdiçados. Eu mesmo recebo um volume enorme de escritos, pela misericórdia de Deus, na Casa Publicadora onde atuo como consultor doutrinário e teológico, e até do exterior, mas não há patrocínio da igreja pentecostal no Brasil a esses talentos.

E outra causa: o desestímulo. Muitos jovens e até velhos recebem o chamado divino para o ensino e a gente nota a falta de estímulo. Muitos nas igrejas dizem aos ensinadores que larguem tal tarefa. E dizem: - vamos buscar a Deus e deixemos isso pra lá, etc. Eu já vi casos até de pessoas chamadas ao ensino totalmente reclusas em suas igrejas. E aí vemos como a nossa igreja sofre nessa área.

03) Nos últimos meses cresceu entre os assembleianos a velha (e boa) disputa soteriológica do protestantismo. De um lado, um grupo defende o revigoramento do arminianismo. Do outro lado, um grupo menor, mas não menos relevante, tem defendido o calvinismo. Ambos, e com muita razão, têm combatido o semipelagianismo que contamina muitos dos nossos púlpitos nas Assembleias de Deus. Como o senhor se posiciona nessa polêmica?

Ótima pergunta. Essa questão é problema de equilíbrio. Sabemos que a Bíblia do princípio ao fim diz: “não vos desvieis, nem para a direita, nem para a esquerda”. A Bíblia nunca diz o contrário: “não vos desvieis, nem para a esquerda, nem para a direita”. E essa ordem não é por acaso. Por que digo isso? Eu já estudei na Europa e pesquisei bastante na Inglaterra, Escandinávia e na Alemanha e vi de perto a influência do calvinismo e, na minha visão, Calvino exagerou.  Coitado, ele não está aqui para se defender, mas Calvino exagerou, especialmente na questão da predestinação. E irmão Gilberto, a predestinação não está na Bíblia? Claro que está. Eu mesmo já escrevi um trabalho (paper) da predestinação à luz da Bíblia. A predestinação do calvinismo é um erro de interpretação, pois a predestinação bíblica é para quem já é salvo e eleição bíblica está em Cristo. Ora, o ensinamento de que uma “vez salvo para sempre” é antibíblico. A Bíblia trabalha com a ideia de apostasia. Mas, é claro, eles trabalham com tantos argumentos que nos cativa. Eu convivo muito bem com os irmãos presbiterianos, mas não posso concordar com esse desvio do equilíbrio bíblico.

O arminianismo está na Bíblia. Mas há também um desequilíbrio à direita, ou seja, um desequilíbrio para o lado certo. Há muitas coisas boas, mas existe também uma tendência ao exagero. Irmão Gilberto, qual é o exagero? Ora, o excesso de autonomia do indivíduo. E o neopentecostalismo nasce nesse contexto. O humano é tão autônomo que dá até ordens em Deus. Onde está na Bíblia essa ideia de “nova unção”, “movimento da fé”, “bênção de Toronto” etc.? Ou seja, são seres excessivamente livres ao ponto de determinar o modo de operar de Deus.

Eu já ouvi coisas que fiquei até gelado. Certa vez em um evento eu ouvi um pregador de origem pentecostal dizer: “Irmãos, precisamos desenvolver a nossa fé. A fé inata. A fé que temos desde bebês. Ponha a sua fé em ação, pois sua fé é inata. Ordene, pois inclusive você pode dar ordens para Deus. Ordenar a Deus é colocar a fé que está em você para fora”. Ora, isso é um erro grave. Um erro que me deixou gelado. A Bíblia não ensina esse conceito de fé inata. A fé sempre vem de fora, de Deus. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10.17) e pelo papel do Espírito Santo que produz fé. Isso é um arminianismo exagerado.

Evitemos os exageros. Fiquemos no centro. E para ilustrar lembro a passagem de Lucas 6. 6-11.  Jesus estava ensinando, e não pregando, e o auditório estava lá preso com as palavras de Cristo. E um homem estava presente com a mão ressequida igual a um palito. E o homem levantou-se após a ordem de Jesus. E Jesus deu uma segunda ordem: “fique em pé”, disse Jesus. Ou seja, uma coisa é se levantar diante do desânimo de viver uma vida sem poder trabalhar, pois na época de Jesus o que mais contava era o trabalho braçal, e outra é continuar em pé, que é justamente o mostrar ânimo e firmeza. E houve uma terceira ordem: para ele ficar no meio. Ora, quem sabe esse homem era um desequilibrado à direita ou à esquerda. Jesus manda o jovem voltar ao meio. E a última ordem foi para ele estender a mão. Essa história como metáfora ilustra a necessidade de ficarmos no centro. Ou seja, desviar à direita é exagerar do lado certo. E desviar à esquerda é o desvio do revoltado. O equilíbrio é o ponto para evitar o erro.

04) Quando se fala de pentecostalismo qual (is) é (são) o (s) livro (s), além da Bíblia, que o senhor considera como essencial para entender esse Movimento? E aí pergunto tanto em língua inglesa como em português.

Eu recomendo os livros do Dr. Stanley M. Horton. Outro livro que recomendo é o “Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais” (CPAD) editado pelo Rev. Thomas E. Trask. É muito bom.  Eu também sugiro o livro “Verdades Pentecostais” (CPAD), de minha autoria. Eu estou, inclusive, ampliando essa obra. Ela já era um resumo de uma obra maior sobre o assunto e, agora, continuo a ampliar o restante não publicado. E essa obra nasceu até como uma resposta às distorções do Movimento da Fé. E estou com três livros no forno que talvez sejam publicados neste ano. Uma das obras será sobre a família cristã e um outro sobre os paradoxos da Bíblia.

05) O seu livro “O Fruto do Espírito” (CPAD) foi primeiramente publicado em inglês em 1984. O livro até hoje é referência sobre o assunto. Como foi o processo de escrita dessa obra? E por que esse assunto é relevante para o cristão pentecostal?

Na verdade não é a tradução de um livro, mas apenas parte de um trabalho didático de mais de 800 páginas que escrevi para uma universidade assembleiana dos Estados Unidos. O original é um comentário de Gálatas 5.22. O que temos aqui é apenas um resumo, uma parte.

O fruto do Espírito é um assunto essencial para o cristão. Por exemplo, entre os gomos do fruto temos a bondade e a benignidade. E alguém pode perguntar: qual é a diferença? Vamos ao grego. A benignidade no grego é a disposição eterna de fazer o bem. Deus sempre está sempre disposto a fazer o bem e nunca o mal. Assim é o cristão benigno. É um impulso, uma disposição para o bem. Já a bondade é a prática do bem.

06) Como foi trabalhar com Donald Stamps na edição da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP)? E como era sua relação de amizade com Stanley M. Horton que faleceu recentemente?

Na metade da década de 1970 chegou ao Brasil um missionário chamado Donald Stamps. Ele foi morar em Campinas (SP). E na época eu estava morando em Campinas para trabalhar na EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus). E ficamos amigos. Eu orientava Stamps no aprendizado do português e, também, o ajudei a conhecer pelo país a liderança pentecostal. Todo missionário, segundo as normas do Concílio norte-americano, precisava tomar essa atitudes. E certa vez, durante essas viagens, o irmão Stamps me falou: “Irmão Gilberto, estou percebendo que no Brasil há uma deficiência da liderança pentecostal com o conhecimento básico das nossas crenças”. E ele me disse que já tinha conseguido patrocínio com os norte-americanos para compor uma Bíblia de Estudo. E ele me pediu ajuda, especialmente com a tradução das notas, mas na ocasião não pude aceitar esse desafio.

Stamps levou a ideia do projeto ao seu chefe no setor de missões da Assembleia de Deus norte-americana. E ele disse: “Stamps, esse projeto não pode ficar restrito ao Brasil”. A ideia do projeto era justamente trabalhar uma Bíblia onde o assunto central era o trabalho do Espírito Santo com notas simples e práticas. E foi uma Bíblia feita com muita preocupação com o original grego e hebraico. Eu falava a Stamps sobre as regras da Sociedade Bíblica para que as notas não soassem infantis ao destoar com os originais. Quem ajudou Stamps com a tradução foi o Rev. Gordon Chown.

Quando Stamps acabou de escrever as notas do Novo Testamento ele começou as notas do Antigo Testamento. O projeto durou anos. No final, após sete dias da última nota escrita para o livro de Malaquias, Stamps morreu vítima de um câncer. Na ocasião eu estava nos Estados Unidos. Tive, após essa perda inestimável, a missão de continuar o projeto da Bíblia de Estudo. Pedi autorização do pastor José Wellington e ele me deu apoio para continuar o projeto. No total, o projeto durou 10 anos. E hoje a BEP está em 28 idiomas e é uma bíblia de estudo mundial que nasceu no Brasil.

O nome “pentecostal” não é por causa da Igreja Assembleia de Deus, mas sim porque o tema das notas gira em torno da pessoa e obra do Espírito Santo. No inglês é full life, mas não ficaria bem em português uma tradução literal para “vida plena”. Foi fruto de muitas horas de estudo e pela visão do irmão Stamps.

E sobre Stanley M. Horton eu felizmente o conhecia bem. Era um irmão querido. Alguns meses antes da morte dele consegui visita-lo em sua casa em Missouri (EUA). A Assembleia de Deus norte-americana mantém uma vila para pastores aposentadores e fui até lá. Ele ficou muito alegre com minha visita.


07) Muitos pentecostais, inclusive pastores, continuam a propagar movimentos estranhos como “unção do riso”, “cair no Espírito”, “nova unção”, “atos proféticos” etc. No sentido de aconselhamento, se o leitor dessa entrevista congrega numa igreja assim qual deve ser a atitude dele?

Em primeiro lugar, eu só aconselharia se eu conhecesse a pessoa ou se eu fosse solicitado a fazê-lo. É necessário cuidado para não ferir sensibilidades. Mas esses movimentos são frutos de falta de erudição e é difícil combatê-los, pois as pessoas acreditam nisso como uma verdade. Ora, “nova unção” não existe na Bíblia, o “cair no espírito” não está na Bíblia. O termo até existe, mas não no sentido de cair em massa no culto. O caminho correto nesses casos é fazer o que Jesus mandou, ou seja, discipular. Mas sabemos que discipular dá trabalho. Uma das maiores dificuldades das Assembleias de Deus no Brasil é o discipulado, mas falo do discipulado bíblico. Muitas vezes as pessoas estão até em salas de discipulado, mas não estão aprendendo a “seguir a Cristo”, ou seja, a serem pessoas que perseveram até o fim. O termo no original é muito forte, pois o verbo “seguir” está como em 1 João 2.6, ou seja, é alguém que anda “também” como Jesus andou. Muitas aulas de discipulado não passam até de entretenimento, música e alguma oração, mas nada de ensinamento. É necessário um despertamento na área de discipulado. Além disso, é preciso passar pelo batismo nas águas conhecendo bem a doutrina do batismo para que esse ato não seja mero mergulho. Outro passo importante no discipulado é buscar a plenitude do Espírito, é buscar sempre o conhecimento das Escrituras e, também, é necessário um apego no congregar. O nosso discipulado precisa urgentemente de despertamento.

08) O senhor foi um dos primeiros pastores assembleianos a ter a coragem de diferenciar “doutrina” de “usos e costumes”. Infelizmente, ainda há igrejas assembleianas que ensinam que determinado costume santifica o crente, como se a santificação fosse um processo de fora para dentro. Com equilíbrio que lhe é característico, como o senhor aconselharia um crente que congrega numa igreja legalista?

Eu tenho uma obra não publicada sobre isso. É uma obra sobre doutrina bíblica e costumes humanos. É necessário voltarmos para Tito 2.10, pois ali vemos bem o termo “doutrina” muito bem definido. Porém, doutrina é teoria. A doutrina precisa transparecer em um bom costume. Todavia, é necessário todo cuidado para não transmitir a ideia que o costume seja salvífico. Costume não salva ninguém. A salvação está em Cristo. O costume deve apenas refletir a boa doutrina.

9) Na sua opinião, qual é o maior desafio do pentecostalismo no século XXI?

O maior desafio é centrar-se na Palavra de Deus sem pender para os extremos da direita ou da esquerda. A esquerda é o lado do erro. A direita o é lado do acerto extremado. Devemos evitar ambos. Em Joel 2.28 está escrito: “Derramarei o meu Espírito”. Aqui o artigo é enfático e diferente de Atos, pois lá está escrito “do meu Espírito” (2.17). E o que isso significa? O artigo enfático no hebraico significa algo permanente, em profusão, e é real. Em Atos o “do” não enfático já denota uma profusão parcial. Portanto, o que temos em Atos é apenas em parte. Entendo nisso que haverá no final dos tempos um grande avivamento complementando a promessa de Deus para o profeta Joel. É um avivamento soberano, não produzido pelos homens, mas onde todos serão tomados por essa maravilha de Deus. Eu sou defensor dessa ideia a partir de uma leitura original.  Um avivamento maior virá e, eu até entendo, que influenciará a Igreja Católica positivamente. Será como um rio que toma tudo e destrói o que está na frente como quem varre com violência, mas no sentido positivo. A minha mensagem é positiva.
Fonte:
http://www.teologiapentecostal.com/