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domingo, 13 de janeiro de 2013

Manifestantes protestam contra casamento gay em Paris



Manifestação reúne pessoas de várias cidades francesas.
'Queremos que esse projeto de lei seja derrubado', disse organizadora.


Trens, ônibus e carros chegaram a Paris no domingo (13) levando manifestantes de toda a França para um protesto maciço contra o casamento gay, uma reforma polêmica que o presidente François Hollande prometeu executar até junho.
Manifestantes protestam contra casamento gay em Paris (Foto: Benoit Tessier/Reuters)Manifestantes protestam contra casamento gay em Paris (Foto: Benoit Tessier/Reuters)
Cinco trens de alta velocidade, 900 ônibus e inúmeros comboios de carros deixaram cidades na província, muitos antes do amanhecer, em direção a três pontos da capital francesa para as marchas, que devem convergir para a Torre Eiffel no final da tarde.
Manifestação reúne pessoas de várias cidades francesas (Foto: Miguel Medina/AFP)Manifestação reúne pessoas de várias cidades francesas (Foto: Miguel Medina/AFP)
Fortemente apoiados pela hierarquia católica, ativistas mobilizaram uma coalizão híbrida de famílias religiosas, políticos conservadores, muçulmanos, evangélicos e até mesmo homossexuais que se opõem ao casamento gay para a demonstração de força.
"Queremos que esse projeto de lei seja derrubado", disse Patricia Soullier, organizadora do protesto, à BFM-TV antes de entrar em um trem em Montpellier, no sul da França, que seguia para Paris.
Várias centenas devem marchar debaixo de forte frio contra a reforma, prometida por Hollande durante sua campanha eleitoral. Ele tem votos suficientes no Parlamento para aprová-la facilmente.
O presidente enfureceu muitos opositores ao tentar passar a reforma no Parlamento sem muito debate público e vacilou sobre alguns detalhes da reforma.
O modo desajeitado como lidou com outras promessas, como o imposto de 75% sobre os ricos que foi decretado inconstitucional, ou sua luta vacilante contra o desemprego crescente, azedou o humor do público. Um grande protesto agora não vai ajudar sua imagem.
Casamentos do mesmo sexo são legalizados em 11 países, inclusive Bélgica, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia, Noruega e África do Sul, assim como em nove Estados norte-americanos, além da capital dos EUA.
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/manifestantes-seguem-para-paris-para-protestar-contra-casamento-gay-1.html
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domingo, 6 de janeiro de 2013

A Finalidade da cruz de Cristo.



Texto: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..." Gálatas 2.19b-20.

I. A ilusão do "símbolo" do cristianismo

- Os elementos anticristãos do mundo secular dariam tudo para conseguir eliminar manifestações públicas da cruz. Ainda assim, ela é vista no topo das torres de dezenas de milhares de igrejas, nas procissões, sendo frequentemente feita de ouro e até ornada com pedras preciosas.
- A cruz, entretanto, é exibida mais como uma peça de bijuteria ao redor do pescoço ou pendurada numa orelha do que qualquer outra coisa.
- É preciso perguntarmos através de que tipo estranho de alquimia a rude cruz, manchada do sangue de Cristo, sobre a qual Ele sofreu e morreu pelos nossos pecados se tornou tão limpa, tão glamourizada.
- Não importa como ela for exibida, seja até mesmo como joalheria ou como pichação, a cruz é universalmente reconhecida como símbolo do cristianismo – e é aí que reside o grave problema.
- A própria cruz, em lugar do que nela aconteceu há 19 séculos, se tornou o centro da atenção, resultando em vários erros graves.
- O próprio formato, embora concebido por pagãos cruéis para punir criminosos, tem se tornado sacro e misteriosamente imbuído de propriedades mágicas, alimentando a ilusão de que a própria exibição da cruz, de alguma forma, garante proteção divina.
- Milhões, por superstição, levam uma cruz pendurada ao pescoço ou a tem em suas casas, ou fazem "o sinal da cruz" para repelir o mal e afugentar demônios. Os demônios temem a Cristo, não uma cruz; e qualquer um que não foi crucificado juntamente com Ele, exibe a cruz em vão.

II. A "palavra da cruz": poder de Deus

- Paulo afirmou que a "palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Co 1.18). Assim sendo, o poder da cruz não reside na sua exibição, mas sim na sua pregação; e essa mensagem nada tem a ver com o formato peculiar da cruz, e sim com a morte de Cristo sobre ela, como declara o evangelho.
- O evangelho é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16), e não para aqueles que usam ou exibem, ou até fazem o sinal da cruz.
- O que é esse evangelho que salva? Paulo afirma explicitamente: "venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei... por ele também sois salvos... que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.1-4).
- Para muitos, choca o fato do evangelho não incluir a menção de uma cruz. Por quê? Porque a cruz não era essencial à nossa salvação. Cristo tinha que ser crucificado para cumprir a profecia relacionada à forma de morte do Messias (Sl 22), não porque a cruz em si tinha alguma ligação com nossa redenção.
- O imprescindível era o derramamento do sangue de Cristo em Sua morte como prenunciado nos sacrifícios do Antigo Testamento, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22); "é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv 17.11).
- Não dizemos isso para afirmar que a cruz em si é insignificante. O fato de Cristo ter sido pregado numa cruz revela a horripilante intensidade da maldade inata ao coração de cada ser humano.
- Ser pregado despido numa cruz e ser exibido publicamente, morrer lentamente entre zombarias e escárnios, era a morte mais torturantemente dolorosa e humilhante que poderia ser imaginada. E foi exatamente isso que o insignificante ser humano fez ao seu Criador!
- Nós precisamos cair com o rosto em terra, tomados de horror, em profundo arrependimento, dominados pela vergonha, pois não foram somente a turba sedenta de sangue e os soldados zombeteiros que O pregaram à cruz, mas sim nossos pecados!

III. A cruz revela a malignidade do homem e o amor de Deus

- Assim sendo, a cruz revela, pela eternidade adentro, a terrível verdade de que, abaixo da bonita fachada de cultura e educação, o coração humano é "enganoso... mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9), capaz de executar o mal muito além de nossa compreensão, até mesmo contra o Deus que o criou e amou, e que pacientemente o supre.
- Será que alguém duvida da corrupção, da maldade de seu próprio coração?
- Que tal pessoa olhe para a cruz e recue dando uma reviravolta, a partir de seu ser mais interior! Não é à toa que o humanista orgulhoso odeia a cruz!
- Ao mesmo tempo que a cruz revela a malignidade do coração humano, entretanto, ela revela a bondade, a misericórdia e o amor de Deus de uma maneira que nenhuma outra coisa seria capaz.
- Em contraste com esse mal indescritível, com esse ódio diabólico a Ele dirigido, o Senhor da glória, que poderia destruir a terra e tudo o que nela há com uma simples palavra, permitiu-se ser zombado, injuriado, açoitado e pregado àquela cruz! Cristo "a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Enquanto o homem fazia o pior, Deus respondia com amor, não apenas Se entregando a Seus carrascos, mas carregando nossos pecados e recebendo o castigo que nós justamente merecíamos.

IV. A cruz prova que existe perdão para o pior dos pecados

- Existe, ainda, um outro sério problema com o símbolo, e especialmente o crucifixo católico que exibe um Cristo perpetuamente pendurado na cruz, assim como o faz a missa.
- A ênfase está sobre o sofrimento físico de Cristo como se isso tivesse pago os nossos pecados. Pelo contrário, isso foi o que o homem fez a Ele e só podia nos condenar a todos.
- Nossa redenção aconteceu através do fato de que Ele foi ferido por Jeová e "sua alma [foi dada] como oferta pelo pecado" (Is 53.10); Deus fez "cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6); e "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2.24).
- A morte de Cristo é uma evidência irrefutável de que Deus precisa, em Sua justiça, punir o pecado, que a penalidade precisa ser paga, caso contrário não pode haver perdão.
- O fato de que o Filho de Deus teve que suportar a cruz, mesmo depois de ter clamado a Seu Pai ao contemplar em agonia o carregar de nossos pecados ["Se possível, passe de mim este cálice!" (Mt 26.39)], é prova de que não havia outra forma de o ser humano ser redimido.
- Quando Cristo, o perfeito homem, sem pecado e amado de Seu Pai, tomou nosso lugar, o juízo de Deus caiu sobre Ele em toda sua fúria.
- Qual deve ser, então, o juízo sobre os que rejeitam a Cristo e se recusam a receber o perdão oferecido por Ele! Precisamos preveni-los!
- Ao mesmo tempo e no mesmo fôlego que fazemos soar o alarme quanto ao julgamento que está por vir, precisamos também proclamar as boas notícias de que a redenção já foi providenciada e que o perdão de Deus é oferecido ao mais vil dos pecadores.
- Nada mais perverso poderia ser concebido do que crucificar o próprio Deus! E ainda assim, foi estando na cruz que Cristo, em seu infinito amor e misericórdia, orou:"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34).
- Assim sendo, a cruz também prova que existe perdão para o pior dos pecados, e para o pior dos pecadores.

V. Cuidado: não anule a cruz de Cristo!

- A grande maioria da humanidade, entretanto, tragicamente rejeita a Cristo. E é aqui que enfrentamos outro perigo: é que em nosso sincero desejo de vermos almas salvas, acabamos adaptando a mensagem da cruz para evitar ofender o mundo.
- Paulo nos alertou para tomarmos cuidado no sentido de não pregar a cruz "com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo" (1 Co 1.17).
- Muitos pensam: "É claro que o evangelho pode ser apresentado de uma forma nova, mais atraente do que o fizeram os pregadores de antigamente.
- Quem sabe, as técnicas modernas de embalagem e vendas poderiam ser usadas para vestir a cruz numa música ou num ritmo, ou numa apresentação atraente assim como o mundo comumente faz, de forma a dar ao evangelho uma nova relevância ou, pelo menos, um sentido de familiaridade.
- Quem sabe poder-se-ia lançar mão da psicologia, também, para que a abordagem fosse mais positiva. Não confrontemos pecadores com seu pecado e com o lado sombrio da condenação do juízo vindouro, mas expliquemos a eles que o comportamento deles não é, na verdade, culpa deles tanto quanto é resultante dos abusos dos quais eles têm sido vitimados. Não somos todos nós vítimas?
- E Cristo não teria vindo para nos resgatar desse ato de sermos vitimados e de nossa baixa perspectiva de nós mesmos e para restaurar nossa auto-estima e auto-confiança?
- Mescle a cruz com psicologia e o mundo abrirá um caminho para nossas igrejas, enchendo-as de membros!" Assim é o neo-evangelicalismo de nossos dias.
- Ao confrontar tal perversão, A. W. Tozer escreveu: "Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento. É, sim, um ornamento novo e chamativo a ser pendurado no colo de um cristianismo seguro de si e carnal... a velha cruz matou todos os homens; a nova cruz os entretêm. A velha cruz condenou; a nova cruz diverte. A velha cruz destruiu a confiança na carne; a nova cruz promove a confiança na carne... A carne, sorridente e confiante, prega e canta a respeito da cruz; perante a cruz ela se curva e para a cruz ela aponta através de um melodrama cuidadosamente encenado – mas sobre a cruz ela não haverá de morrer, e teimosamente se recusa a carregar a reprovação da cruz."

VI. A cruz é o lugar onde nós morremos em Cristo

- Eis o "x" da questão. O evangelho foi concebido para fazer com o eu aquilo que a cruz fazia com aqueles que nela eram postos: matar completamente. Essa é a boa notícia na qual Paulo exultava: "Estou crucificado com Cristo".
- A cruz não é uma saída de incêndio pela qual escapamos do inferno para o céu, mas é um lugar onde nós morremos em Cristo. É só então que podemos experimentar "o poder da sua ressurreição" (Fp 3.10), pois apenas mortos podem ser ressuscitados.
- Que alegria isso traz para aqueles que há tempo anelam escapar do mal de seus próprios corações e vidas; e que fanatismo isso aparenta ser para aqueles que desejam se apegar ao eu e que, portanto, pregam o evangelho que Tozer chamou de "nova cruz".- Paulo declarou que, em Cristo, o crente está crucificado para o mundo e o mundo para ele (Gl 6.14). É linguagem bem forte! Este mundo odiou e crucificou o Senhor a quem nós amamos – e, através desse ato, crucificou a nós também.
- Nós assumimos uma posição com Cristo. Que o mundo faça conosco o que fez com Ele, se assim quiser, mas fato é que jamais nos associaremos ao mundo em suas concupiscências e ambições egoístas, em seus padrões perversos, em sua determinação orgulhosa de construir uma utopia sem Deus e em seu desprezo pela eternidade.
- Crer em Cristo pressupõe admitir que a morte que Ele suportou em nosso lugar era exatamente o que merecíamos.
- Quando Cristo morreu, portanto, nós morremos nEle: "...julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou" (2 Co 5.14-15).
"Mas eu não estou morto", é a reação veemente. "O eu ainda está bem vivo." Paulo também reconheceu isso: "...não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19).
- Então, o que é que "estou crucificado com Cristo" realmente significa na vida diária? Não significa que estamos automaticamente "mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6.11). Ainda possuímos uma vontade e ainda temos escolhas a fazer.

VII. O poder sobre o pecado

- Então, qual é o poder que o cristão tem sobre o pecado que o budista ou o bom moralista não possui?
- Primeiramente, temos paz com Deus "pelo sangue da sua cruz" (Cl 1.20).
- A penalidade foi paga por completo; assim sendo, nós não tentamos mais viver uma vida reta por causa do medo de, de outra sorte, sermos condenados, mas sim por amor Àquele que nos salvou. "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19); e o amor leva quem ama a agradar o Amado, não importa o preço. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (Jo 14.23), disse o nosso Senhor.
- Quanto mais contemplamos a cruz e meditamos acerca do preço que nosso Senhor pagou por nossa redenção, mais haveremos de amá-lO; e quanto mais O amarmos, mais desejaremos agradá-lO.
- Em segundo lugar, ao invés de "dar duro" para vencer o pecado, aceitamos pela fé que morremos em Cristo. Homens mortos não podem ser tentados. Nossa fé não está colocada em nossa capacidade de agirmos como pessoas crucificadas mas sim no fato de que Cristo foi crucificado de uma vez por todas, em pagamento completo por nossos pecados.
- Em terceiro lugar, depois de declarar que estava "crucificado com Cristo", Paulo acrescentou:"logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.20). O justo "viverá por fé" (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38) em Cristo; mas o não-crente só pode colocar sua fé em si mesmo ou em algum programa de auto-ajuda, ou ainda num guru desses bem esquisitos.

VIII. A missa: negação da suficiência da obra de Cristo na cruz

- Tristemente, a fé católica não está posta na redenção realizada por Cristo de uma vez para sempre na cruz, mas na missa, que, alegadamente, é o mesmo sacrifício como o que foi feito na cruz, e confere perdão e nova vida cada vez que é repetida.
- Reivindica-se que o sacerdote transforma a hóstia e o vinho no corpo literal e no sangue literal de Cristo, fazendo com que o sacrifício de Cristo esteja perpetuamente presente. Mas não há como trazer um evento passado ao presente. Além do mais, se o evento passado cumpriu seu propósito, não há motivo para querer perpetuá-lo no presente, mesmo que pudesse ser feito.
- Se um benfeitor, por exemplo, paga ao credor uma dívida que alguém tem, a dívida sumiu para sempre. Seria sem sentido falar-se em reapresentá-la ou reordená-la ou perpetuar seu pagamento no presente. Poder-se-ia lembrar com gratidão que o pagamento já foi feito, mas a reapresentação da dívida não teria valor ou sentido uma vez que já não existe dívida a ser paga.
- Quando Cristo morreu, Ele exclamou em triunfo: "Está consumado" (Jo 19.30), usando uma expressão que, no grego, significa que a dívida havia sido quitada totalmente.
- Entretanto, o novo Catecismo da Igreja Católica diz: "Como sacrifício, a Eucaristia é oferecida como reparação pelos pecados dos vivos e dos mortos, e para obter benefícios espirituais e temporais de Deus"(parágrafo 1414, p. 356). Isso equivale a continuar a pagar prestações de uma dívida que já foi plenamente quitada.
- A missa é uma negação da suficiência do pagamento que Cristo fez pelo pecado sobre a cruz!
- O católico vive na incerteza de quantas missas ainda serão necessárias para fazê-lo chegar ao céu.

IX. Segurança para o presente e para toda a eternidade

- Muitos protestantes vivem em incerteza semelhante, com medo de que tudo será perdido se eles falharem em viver uma vida suficientemente boa, ou se perderem sua fé, ou se voltarem as costas a Cristo.
- Existe uma finalidade abençoada da cruz que nos livra dessa insegurança. Cristo jamais precisará ser novamente crucificado; nem os que "foram crucificados com Cristo" ser "descrucificados" e aí "recrucificados"!
- Paulo declarou: "porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus" (Cl 3.3).
- Que segurança para o presente e para toda a eternidade! (Dave Hunt – TBC 10/95 – traduzido por Eros Pasquini, Jr.)

 Fonte:http://www.esbocosdesermoes.com/2012/12/a-finalidade-da-cruz-de-cristo.html

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Passado, presente e 2013


“Ontem já é história”, “O que passou, passou”. Estas frases são usadas pelos motivadores para animar pessoas que sofreram no passado e ainda sofrem no presente por causa de males do passado. Mas a dura realidade que precisamos admitir é que o passado faz parte da vida.

Coisas boas e ruins que aconteceram sempre vêm à tona, e nós precisamos saber como lidar com elas. Em relação às coisas ruins, a melhor coisa a fazer é mesmo olhar para frente, olhar para Jesus (Hb 12.1,2), lutar por grandes conquistas, trabalhar agora para colher amanhã, etc. Mas, e quando as coisas ocorridas no passado são erros que cometemos, os quais interferem diretamente na vida presente?


No Livro do Profeta Isaías há uma mensagem divina confortadora: “Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortos” (45.2). Isso significa que, se formos fiéis ao Senhor; se lho obedecermos; se andarmos segundo a sua Palavra a partir de agora, Ele abrirá novos caminhos para nós e fará com que os nossos erros do passado não interferiram de modo decisivo no presente. É claro que todos os erros trazem consequências, porém o Senhor é quem conforta, suaviza a dor, abre novas portas grandes e eficazes, ajudando-nos efetivamente a vencer o passado. 


Como se livrar por completo do passado? Imagine a situação de quem perdeu um filho, um cônjuge, os pais... Não é fácil olhar para frente e viver como se nada tivesse acontecido. Mas, em Cristo, podemos todas as coisas (Fp 4.13). Tenha fé. O que aconteceu, aconteceu. Não há mais volta. É preciso esforçar-se, em Cristo e por Deus, para superar a tristeza, o desânimo, a angústia...


Se você foi demitido, não se prostre. Outras portas se abrirão para você, desde que não se entregue ao desânimo e pense que tudo acabou. Mesmo que você tenha feito alguma coisa errada, peça perdão a Deus e deposite a sua confiança nEle. Reconheça-o em todos os seus caminhos, a fim de que Ele endireite as suas veredas (Pv 3.5).


Somente através do Senhor Jesus podemos superar as frustrações e perdas ligadas ao passado. Por isso, entregue-se totalmente a Ele agora e em 2013. Quando as lembranças ruins quiserem sufocá-lo, busque ajuda do alto. Lembre-se de que o Senhor endireita caminhos tortos. Tente, por Ele, construir uma nova história. Se for preciso começar a partir do zero, faça isso. Recomece.


“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena” (Pv 24.10), “sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1 Jo 3.20). 


Aprenda a lidar com o passado. Seja feliz no presente. E que 2013 seja o melhor ano da sua vida!


Ciro Sanches Zibordi

Fonte: http://cirozibordi.blogspot.com.br/2012/12/passado-presente-e-2013.html

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade? .




Por Augustus Nicodemus Lopes

Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.

Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e "testemunhas de Jeová" sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

- Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele.

- Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.

- Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.

- Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.

- Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.

- Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demônicos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.

- Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo.

- Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco.

- Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.

- Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem mas a vontade soberana de Deus.

- Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus.

- Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde.

A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia...

 Fonte: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/06/afinal-o-que-esta-errado-com-teologia.html
 
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Bíblia gay já está disponível

Agora não falta mais nada. Depois do surgimento da Igreja cristã contemporânea do pastor Marcio Gladstone para gays e da Igreja cidade de refugio da missionaria (ex Adeiana), para lésbicas,  chega ao mercado a Bíblia gay, leia a materia que encontrei no blog Bereianos. e deixe sua opinião. 

Uma Bíblia chamada “Queen James”, que foi lançada com o objetivo de eliminar as discussões acerca do homossexualismo, causou polêmica entre os evangélicos no Brasil.
Em entrevista ao The Christian Post, o pastor e teólogo Augustus Nicodemus comenta sobre o tema e questiona “quantos versículos precisamos para reconhecer que Deus aborrece alguma coisa?”
Nicodemus refere-se ao argumento dos idealizadores da ‘Bíblia gay’ que dizem que entre milhares de versículos no livro sagrado apenas 8 interpretam o homossexualismo como pecado.
A nova versão da Bíblia tem o nome ‘Rainha James’ para sua versão baseado na história do Rei James da Inglaterra, que autorizou a primeira tradução da Bíblia para o inglês mais de 400 anos atrás.
Os ativistas gays alegam que James era bissexual e que apesar de ser casado possuía relacionamentos homossexuais, ficando conhecido como ‘Rainha James’ por pessoas mais próximas.
No entanto, a fim de esclarecer esta questão, o teólogo Augustus Nicodemus explica que na verdade a referência a James como ‘Rainha James’, baseia-se num epigrama da época, "Rex fuit Elizabeth, nunc est regina Jacobus".
O termo significa "Elizabeth era o rei e agora James é a rainha" e era uma piada sobre o fato de que o Rei James era pacífico e tranquilo enquanto que sua esposa Elizabeth era agitada e autoritária.
“Não havia qualquer insinuação de homossexualidade na frase, que visava apenas debochar da passividade do Rei James”, disse ele ao CP.
De acordo com o teólogo, o Rei James era um cristão comprometido, erudito e muito capaz teologicamente. Além disso, ele diz que o fato de que muitos de seus amigos mais próximos eram homens jovens deu origem à especulação quanto à sua sexualidade.
No entanto, Augustus revela que em um trabalho teológico escrito pelo Rei James ("Basilikon Doron"), o próprio coloca a sodomia entre os pecados que jamais deveriam ser perdoados.
Ele ainda comenta a reivindicação dos idealizadores da Bíblia Rainha James quanto a palavra "homossexualidade" que só foi mencionada na Bíblia RSV (Revised Standard version) a partir de 1946 e que antes disto não havia menções, apenas interpretações. Para esta questão, ele leva a uma reflexão com uma pergunta, “em que estas interpretações se baseiam?”
Para o teólogo, não haveria outra forma de interpretar alguns versículos como a passagem de Levíticos 18:22 que diz “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”.
Ele cita também Romanos 1:26-27 que diz “Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro”.
Todas as versões da Bíblia que ele conhece, Nicodemus afirma, condena o ato sexual entre pessoas do mesmo sexo. E indaga, “estariam todas elas erradas?”
“Todas as traduções que eu conheço - francês, holandês, alemão, espanhol, inglês e português (disponíveis no BibleWorks8) - verteram estas passagens de modo a dar a entender que o que está sendo condenado é exatamente as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Sabemos os nomes e as qualificações acadêmicas de seus editores, mas isto não aparece na ‘Bíblia Queen James’."
Augustus, finalmente, lamenta as afirmações dos editores desta nova versão da Bíblia e diz que tal proposta revela claramente o caráter ideológico desta tradução.
“A ‘Queen James’ é o tipo de publicação que autoriza qualquer um a editar uma Bíblia amenizando ou distorcendo as passagens que lhe ofendem”.
Fonte: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/12/biblia-gay-e-prova-de-que-qualquer-um.html#.UNNdCeSAA2s

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Lutero não está mais conosco.


Hoje é dia 31 de outubro, há 496 anos atrás (31 de outubro de 1517), um homem dividiu o mundo em dois.
Martinho Lutero era o nome dele.
Foi em um dia como este que Lutero pregou na porta da igreja do castelo de Wittenberg suas 95 teses de protestos contra as praticas abomináveis da igreja romanista.
De lá pra cá, muita água passou por baixo da pinguela e muita coisa mudou.
Se Lutero voltasse pra dar uma volta por aqui pelo Séc  XXI, com certeza se assustaria com as barbaridades que encontraria dentro de muitas  igrejas tidas como protestantes. Aliás, tem muita igreja por aí que não é digna de carregar esse nome, porque em seus arrais não se protesta mais contra nada, nem tão pouco contra o pecado.
É um tal pode tudo, que assusta até Lutero, e ainda têm a cara de pau de se chamar protestante.
 evangélica, gospel ou seja lá como queiram chamar tudo bem, menos protestantes, isso não.
Quando Lutero proclamou a reforma não existia sal grosso, rosa, travesseirinho e nem tão pouco lenço com cheiro de gambá ungidos. E não é de graça não.
Quando Lutero bradou contra as aberrações da igreja romanista, não tinha pregador que cobra dez mil reais pra pregar duas noites e nem cantores que cobram oito mil reais por noite pra cantar três de suas musicas de auto ajuda. Não tinha também pastor que se auto proclama apostolo e depois patriarca (tá bagunçado mesmo o negocio).
Oh Lutero  lamentamos muito você está mais conosco, como está difícil conviver com tanta heresia dentro das igrejas.
Mais como você não está mais aqui, o jeito é levantar um grande clamor pela igreja brasileira, para que Deus levante muitos Luteros, com coragem de protestar contra as heresias que têm se disseminado aos montões no meio do povo de Deus, e que possamos mais uma vez nos orgulhar de ser chamados de protestantes e reafirmarmos os cinco Solas.

Parabéns a todos os protestantes, eu disse protestantes não esqueçam, pelo seu dia!
By Frank Braga

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

''OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ''



Graça e paz a todos estava pesquisando na net sobre naamã e encontrei esta bela mensagem do Pr. Alexandre Ausgusto, então resolvi reproduzir, pois tenho certeza que Deus vai falar muito com você leitor que gastar um pouquinho do seu precioso tempo lendo estas linhas que com certeza vão lhe acrescentar muito.


Quadrangular - Itajubá/MG

www.pralexandreaugusto.wordpress.com

"ESTA MENSAGEM MUDARÁ A SUA VIDA".

II Reis - 5
01. E NAAMÃ, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.
02. E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
03. E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
09. Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu.
10. Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado.
14. Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado.

Ø INTRODUÇÃO
Esta será uma mensagem que certamente nos dará uma outra visão de um relato que marcou a história da vida de um grande homem chamado Naamã. Para tanto, gostaria que cada leitor prestasse muita atenção nas linhas desta mensagem que muito nos ensinará sobre milagres.
Quando meditava nesta passagem fiquei maravilhado, pois muitas revelações podem ser nos dada, a partir deste conteúdo bíblico, e bem sei que muitos já ouviram ou leram alguma coisa sobre a cura do general do exército Sírio. Esta história irá impactar sua vida e o que aconteceu com Naamã, pode também acontecer com você, creia que Deus nunca mudou e nunca mudará.
Abra seu coração e se encha de uma simples, mas profunda palavra da parte do Senhor Jesus.

Ø QUEM ERA NAAMÃ?
Não se sabe muito sobre a vida de Naamã além do que a bíblia nos relata, então assim sabemos que este homem era um grande general do Exército do rei da Síria, segundo alguns estudos, o nome Naamã significa "criança meiga". Ele também tinha uma família, pois a bíblia é enfática em citar sua amada, sem mencionar seu nome, e se era general e era casado, podemos supor que também tivesse filhos.
Como general, Naamã tinha conquistado muitas vitórias para seu Rei, era famoso, muito conhecido em sua terra, homem respeitado e honrado. Também tinha muitas riquezas. Imagino que sua casa era bem parecida com um palácio, devido a grande riqueza que possuía, assim tinha muitos empregados, que cuidavam de seus pertences. Este era Naamã.
Embora fosse um homem bem sucedido na vida segundo a visão dos outros, dentro de si na verdade Naamã era um homem frustrado, pois vemos no texto acima que este grande general era leproso e a lepra não tinha cura comprovada naqueles tempos, e se você não sabe esta é uma doença muito castigante pois as úlceras vinham gradualmente nas diferentes partes do corpo, o cabelo caía, as sobrancelhas desaparecem, as unhas amolecem e caem e mais tarde os dedos das mãos e dos pés apodrecem e caem, as gengivas contraem-se e os dentes desaparecem, os olhos, o nariz, a língua, pouco a pouco desaparecem envotos em feridas terríveis.
Mas um dia, já não aguentando mais ver o sofrimento de sua senhora, uma menina que era uma escrava e na casa do senhor o escravo não podia falar, mas algo move ocoração dessa menida que penso que ao ver seu senhor Naamã ela pensa em voz alta e sua senhora escuta e pede que ela repita, e a menina novamente diz: "Há! Se meu senhor estivesse diante do profeta Elizeu, que está na cidade de Samaria, com certeza ele o curaria."
Ao ouvir esta afirmação tudo começa a mudar naquela casa, pois não é difícil de imaginar, que se Naamã tinha lepra, todos seus pertences eram separados, para não contaminar sua família e como um leproso ele deveria dormir sozinho em um quarto a parte na imensidão de seu palacete. E pela manhã ele se levantava e para ir ao palácio tinha que se vestir até ao pescoço para não expor sua vergonha. Mas ao ouvir o nome Elizeu, do hebraico Elisha, que significa "Deus é Salvação", a vida de Naamã toma outro rumo, e assim será com nossas vidas.

Ø A VIAGEM DE NAAMÃ
Diante de uma outra possibilidade, pois todo rico gasta tudo o que tem em busca de um remédio que cure sua enfermidade e com Naamã não foi diferente, ele vai até o rei e pede autorização para ir até Samaria, e assim Naamã parte levando incertezas, dúvidas, esperança, dentro de um coração condenado.
Cada minuto era diferente para Naamã, pois ao mesmo tempo em que sua esperança o conduzia a se ver curado, por outro lado uma dúvida o fazia pensar que todo aquele esforço seria em vão.
Quantos de nós neste momento estamos atravessando momentos de total incapacidade diante de um problema que nos suga as esperanças, e nos condena a termos uma vida falida? Quantas pessoas se entregam ao desespero, e acabam por fazerem "besteiras" diante de um momento de desespero. Mas quero lhes dizer que ainda há uma esperança para cada um de nós, mas devemos entender que sua viagem em busca do profeta não tem a mesma distância que a minha, o meu esforço não é igual ao seu.
Mesmo em cima de seu cavalo ele precisava mudar seus conceitos para consigo mesmo e em relação aos outros. Mas a viagem chega ao fim, pois toda viagem tem um fim e este período que você esta passando é apenas uma viagem que está chegando ao fim, então não se desespere. Agora Naamã chega a Samaria e tem pressa em ver o profeta Elizeu, mas antes, por uma questão de educação ele vai até a presença do Rei Jorão, que ao ler a carta do Rei da Síria se desespera, mas Elizeu chama para si a responsabilidade, e se Elizeu é "Deus é Salvação", então Deus chama para si, nossos problemas, e Ele é o Deus do impossível.
Então, agora, Naamã vai até a presença do profeta de Deus.

Ø OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ
Quando Naamã chega até a porta da casa do profeta Elizeu, ele esperava ser recebido pelo profeta, mas o profeta não sai e somente manda um recado através de seu porta voz dizendo que ele deveria ir até ao rio Jordão e se mergulhar sete vezes e sua doença seria curada.
O nome Jordão vem do Hebraico e significa "Aquele que desce" ou "Declive", também é um. O que aprendemos aqui é que o general Naamã precisava descer dos empecilhos que lhe impediam de ser abençoado. Assim somos nós, ficamos em cima de um monte de incredulidades e queremos benção.
Diante da ordem de que deveria se banhar no Jordão e de que nem mesmo Elizeu saiu para atendê-lo, Naamã fica revoltado, mas um de seus soldados lhe dá uma sábia palavra, que faz com que o general mude de idéia e obedeça a ordem do profeta Elizeu. Agora vejamos esta cena.
Ao chegar ao rio, Naamã tem que tirar sua roupa e mostrar qual era realmente a amplitude de seu problema, ele revela a lepra que afligia seu corpo, e mesmo sentindo vergonha ele precisa superar. Agora o general mergulha a primeira vez e nada acontece, mergulha a segunda vez e nada acontece, assim sucessivamente até a sétima vez e quando ele se levanta sua pele agora se assemelha a pele de uma criança, pois além de ter sido curado ele foi renovado.
Mas porque o profeta Elizeu disse a Naamã que mergulhasse sete vezes e não três ou seis, ou somente uma?
Primeiro que sete representa a manifestação de Deus, e fim de um período e começo de outro (mas sobre isto eu prego em outra ocasião!), sete foram os dias que Deus criou a terra, sete foram as vezes que Israel rodeou Jericó, e muito mais. Então vejamos na revelação desta palavra o poder dos sete mergulhos de Naamã.

Ø OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ
Deus já havia revelado ao profeta Elizeu o que deveria ser feito quanto ao problema de Naamã, e assim ele, o profeta faz tudo o que Jeová manda. Logo ao entrar no rio Jordão, todos olhavam para Naamã e diziam em seus corações "será que vai dar certo?", será que vai funcionar? Será que Elizeu é maluco? Será? Será?
Assim são aqueles que nos cercam. Ficam duvidando que nossas bênçãos vão chegar e Deus manda dizer que eles verão seu milagre.

1. O PRIMEIRO MERGULHO
Naamã se joga nas águas barrentas do rio Jordão e se levanta e aqueles que estavam do lado de fora disseram, nada aconteceu. Mas Naamã que tem pressa para se ver curado, não abre os olhos, pois as águas do Jordão que são turvas impedem que faça isso. E aqui eu vejo que no primeiro mergulho Deus cura a vida espiritual do general, pois ao lutar contra a doença e se ver sendo vencido, sua fé foi minando, e sua crença em Deus e nos deuses da Síria acabaram, pois ele havia clamado a todos os deuses
Naamã era mais um ateu, que já não tinha mais fé em nada e agora o primeiro mergulho cura sua vida espiritual, já nasce uma pequena fé no coração de Naamã e ele agora pode dar o segundo mergulho.

2. O SEGUNDO MERGULHO
Com a vida espiritual restaurada ele parte para o segundo mergulho e no segundo mergulho os sonhos perdido do general renascem, como que vem do nada. Tudo aquilo que caiu no esquecimento volta a reviver no coração de Naamã. Eu sempre digo que sonho que se sonha sem que esteja na presença do Senhor Deus Jeová de nada vale, ou está fadado ao fracasso.
Precisamos resgatar nossos sonhos e colocá-los na presença do único e verdadeiro Deus vivo. Chorar não vai mudar sua situação, lembra-se de Ana, lembra-se de Hagar, mas um coração contrito na presença de Deus muda tudo.

3. O TERCEIRO MERGULHO
Agora com a vida espiritual e os sonhos restaurados, Naamã pode partir para o terceiro mergulho, pois como um pai de família, ele precisava cuidar de sua casa e condenado a morrer precocemente sua família estaria também condenada. Então agora Deus renova sua vida profissional, para que volte a ter orgulho de si mesmo, sendo um profissional de qualidade, tendo novamente a dignidade que achava estar perdendo diante da tropa que comandava. Precisamos ser bem sucedidos naquilo que fazemos, pois isso nos massageia o ego pessoal.

4. O QUARTO MERGULHO
Vida espiritual ok, vida de sonhos ok, vida profissional ok, chega a ora do quarto mergulho, onde agora Deus vem renovar a vida social de Naamã. Quando descobriu que tinha lepra, ele para de se relacionar com seus amigos e com sua família, pois tinha vergonha e receio de passar para seus entes querido uma coisa horrível. Já a algum tempo Naamã era um solitário e para mim solidão é um demônio que assombra pessoas.
Precisamos estar bem conosco mesmos e com os outros, pois o ser humano é um ser sociável, precisamos nos relacionarmos todos os dias.

5. O QUINTO MERGULHO
Chega a hora do quinto mergulho e esse tem um forte peso. Para mim este mergulho é o que restaura a vida familiar do general Naamã, pois veja bem, como um leproso ele não podia ter uma vida familiar normal, ele não podia chegar em casa e se sentar com os filhos ter uma conversa, contar suas conquista abarcar sua esposa e talvez algum neto, pois uma desgraça havia acometido seu corpo.
Ele necessitava de sua família a seu lado e a lepra havia roubado sua família, havia feito uma separação involuntária.

6. O SEXTO MERGULHO
Chegamos ao sexto mergulho, e aí Deus vem tratar a vida física, ou seja, a alto estima de Naamã, pois todas as vezes que se despia em seu quarto ele chorava ao ver suas úlceras, e isso era uma tortura para ele. E o seu físico era o que havia feito a pior das separações, pois ele não tinha mais uma vida de intimidade sexual com sua esposa, ele vive de lembranças, ele chega em casa e olha sua esposa mas não pode tocá-la, e ao restaurar o físico de Naamã, Deus restaura a intimidade com sua amada.

7. O SÉTIMO MERGULHO
Esta é a área mais importante restaurada por Deus na vida de um general de guerra Sírio chamado Naamã, e de propósito eu deixei por último. É a salvação da alma de Naamã. Ao se levantar do sétimo mergulho ele se vê totalmente curado, e com uma pele sem defeitos ou feridas, então ele crê que não existe outro Deus além do Deus verdadeiro, Jeová. E se continuarmos lendo veremos que ele volta para Síria dizendo que sempre adoraria ao Deus de Israel, pois agora ele tem um bom motivo para isso.

Ø A VIAGEM DE VOLTA
Naamã prepara tudo para voltar, parece que o caminho agora é mais longo, ele tem pressa, sua alegria é contagiante, ele não para de se olhar, e um sorriso de orelha a orelha está estampado em seu rosto, mas como disse ele tem pressa, os cavalos vão a galope, creio que Naamã não vê a hora de se mostrar para sua esposa, seus filhos, seus amigos e seu rei, que o Deus de Israel o curou em todas as áreas de sua vida.
Então alguém corre para dizer a família de Naamã que ele estava de volta, e todos da casa saem para vê-lo, e como um espanto eles testemunham que verdadeiramente o Senhor é salvação.

Ø CONCLUSÃO
Bom! Eu não sei como está sua vida meu amado amigo e irmão leitor, mas sei que todos precisamos de uma cura em alguma área de suas vidas, e por isso eu quero lhes escrever algumas palavras.
Não deixe de acreditar no Senhor Deus Jeová, mesmo que a situação seja adversa, mesmo que outros não acreditem em seu milagre, mesmo que a distância seja longa e a viagem difícil, sempre acredite que há um profeta capaz de lhe dar uma palavra que mudará sua vida, mergulhe na presença de Deus agora e tenha uma nova vida. Eu profetizo que você vai vencer! Deus te abençoe, te ajude e lhe dê forças. Amém.

Pr. Alexandre Augusto
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