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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pr. Ciro Sanches fala sobre Malafaia

Eu sempre fui um grande admirador do Pr. Silas Malafaia, me encantava ver sua autoridade e domínio de vários assuntos polêmicos a cerca da palavra de Deus.
mais confesso que de uns tempos pra cá perdi meu encanto por esse cidadão, que mudou do vinho pra água, de conservador a um mero liberal, de critico da teologia da prosperidade a grande propagador da mesma.
Leia um pouco do que falou o Pr. Ciro Sanches a respeito desse assunto.

Respeito o pastor Silas Malafaia. Gosto de suas argumentações sobre a defesa da vida e dos valores morais esposados na Palavra de Deus. Considero Malafaia uma pessoa preparada para representar os evangélicos em audiências públicas a respeito do PLC 122, do aborto, etc. Tenho também amigos na igreja pastoreada por ele: a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha-RJ.

Foi por isso que sempre evitei citar o nome de Malafaia, neste blog. Mas tenho uma palavra para ele e acredito que não ficará indignado contra mim, haja vista ser a minha mensagem bíblica e respeitosa.


Recentemente, Silas Malafaia concedeu uma entrevista à revista Igreja (novembro de 2011) e deu uma resposta que o tornou repreensível, à luz da Palavra de Deus. Peço a todos que admiram esse renomado pastor que não vejam este artigo como um ataque pessoal. Atentem para as referências bíblicas que vou citar e as considerem como palavras inspiradas do Senhor que se aplicam a todos que o servem.


“O senhor está sendo duramente criticado pelo setor mais conservador da igreja por causa da teologia da prosperidade pregada por alguns convidados de seu programa, como Morris Cerrullo e Mike Murdock. Como o senhor responde a estas criticas de que a teologia da prosperidade não tem base bíblica e é uma heresia?” — perguntou o entrevistador, da revista Igreja.


Antes de discorrer sobre a resposta de Malafaia, é importante corrigir duas coisas na pergunta acima. Primeira: não é somente o setor mais conservador da igreja que critica Malafaia por causa da teologia da prosperidade. Não se trata de extremistas combatendo extremistas. Na verdade, todos os cristãos equilibrados, que têm a Bíblia como a sua fonte primária de autoridade, são contrários à falaciosa teologia da prosperidade. Outra correção: tal heresia não tem sido pregada apenas por Morris Cerrulo e Mike Murdock. O próprio entrevistado é um dos seus propagadores.


Vamos à resposta do pastor Malafaia: “Primeiroquem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta”.


Quem acompanha as mensagens de Silas Malafaia, sabe que ele tem estilo próprio. Ele não escolhe muito as palavras. Mas tudo tem limite. Aliás, nosso limite está na Palavra de Deus. E o que está escrito em 1 Pedro 3.15? “Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.


Eu não sou perfeito. Silas Malafaia não é perfeito. Nenhum de nós é perfeito. Mas somos todos servos do Senhor. Qual é a recomendação do Senhor aos seus servos, em sua Palavra? Em 2 Timóteo 2.24,25 está escrito: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem”.


Que mansidão e temor vemos em xingamentos a pastores? Alguém dirá: “O Silas é assim mesmo. É o jeito dele. Eu o conheço há muito tempo”. Reconheço que cada um tem uma personalidade. Mas, para que existe o fruto do Espírito? Para moldar o nosso caráter e mudar o nosso interior, a fim de que sejamos astros nesse mundo tenebroso (Mt 5.13-16; Fp 2.14,15) e demonstremos a todos que temos amor, humildade, verdade, alegria, paz, longanimidade, justiça, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio, etc. (Gl 5.22; Ef 5.9; 1 Pe 5.5).


“Há casos em que é preciso botar pra quebrar. Não dou colher de chá para pastores” — Malafaia poderá argumentar. Concordo, em parte. Jesus, o nosso paradigma (1 Jo 2.6; 1 Co 11.1; 1 Pe 2.21), realmente foi firme, quando necessário. Chamou os fariseus de hipócritas e condutores cegos (Mt 23) e Herodes de raposa (Lc 13.32), bem como verberou contra os maus pastores de algumas igrejas da Ásia (Ap 2-3). Entretanto, Malafaia precisa reconhecer — não para concordar comigo — que a sua crítica e o seu xingamento aos oponentes da teologia da prosperidade têm sido generalizantes.


Muitos homens de Deus respeitadíssimos se opõem à teologia da prosperidade e ao pensamento mercantilista de Mike Murdock e Morris Cerullo. São todos eles idiotas que precisam entregar a credencial? O próprio Silas Malafaia, durante muitos anos, foi um ferrenho oponente da teologia da prosperidade. Há, inclusive, vídeos no YouTube que apresentam sua verberação contra essa heresia. Mas ele não entregou a sua credencial de pastor nem voltou a ser membro para aprender. Pelo que tudo indica, a sua mudança de crítico da aludida heresia para propagador dela ocorreu por influência do telemilionário Murdock e outros.


Concordo que todo o extremismo é perigoso, como disse Silas. Não é porque sou contrário à teologia da prosperidade que serei, por causa disso, favorável à teologia da miséria. Afinal, a Bíblia diz que devemos nos contentar com o que temos, e não nos conformar com o que temos (Fp 4.11-13; 1 Tm 6.8-10). Conformar-se é uma coisa. Contentar-se, outra. Posso estar contente com um carro velho, pois o contentamento vem do Senhor. Mas não preciso me conformar com isso, pois Deus pode me dar um carro melhor.


Por outro lado, é evidente que a teologia da prosperidade é uma aberração, à luz da Bíblia. Por quê? Porque ela é reducionista e prioriza a prosperidade material. Ela faz com que toda a mensagem da Bíblia gire em torno de conquista de dinheiro, bens, riquezas. E induz o crente a supervalorizar as coisas desta vida terrena e passageira, em detrimento das “coisas que são de cima” (Cl 3.1,2; 1 Co 15.57).


Sinceramente, penso que o pastor Silas Malafaia é um grande comunicador, uma pessoa muito influente. Gostaria muito que ele fosse mais equilibrado, coerente e adotasse uma conduta em tudo pautada nas Escrituras. Lamento — lamento muito mesmo — por ele ter abraçado a teologia da prosperidade e por usar impropérios contra quem se lhe opõe. Se usasse os dons que Deus lhe deu e o seu carisma para pregar o Evangelho de maneira contundente, com verdade (Jr 23.28), seria muito mais respeitado por cristãos e não-cristãos.


Com temor e tremor,


Ciro Sanches Zibordi

http://cirozibordi.blogspot.com/2012/01/algumas-consideracoes-sobre-o-pastor.html

sábado, 14 de janeiro de 2012

Nordestino não é gente!


Moro em fazenda Rio Grande, grande Curitiba, sul do Brasil, e por aqui como em todo o nosso grande país, o preconceito rola solto, principalmente contra negro e nordestinos.
Eu sou paraense e fico louco da vida quando os sulistas dizem: Ah você é da Paraíba né?
aí eu digo que sou do Pará e não da paraíba, então eles dizem que é tudo igual, fica tudo no nordeste.
Esse povo não sabe fazer diferença entre norte, nordeste e até mesmo centro oeste, pra eles é tudo nordeste e é normal ouvi-los dizer que nordestino é desinformado e por aí vai.
já faz muito tempo que li nos blogs um texto sobre o assunto e agora resolvi posta-lo aqui no meu Blog, não deixe de ler.


A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra... outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...

Ah! Nordestinos...

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.

fonte:
http://www.blogdogabrieldiniz.com/2010/11/resposta-ao-cala-boca-nordestinos.html

domingo, 25 de dezembro de 2011

Pr. Ciro Sanches Zibordi fala aos farizeus contrários ao Natal



Antes que se apaguem as luzes de 2011, não posso deixar de escrever diretamente vocês, prezados cristãos legalistas. Afinal, vocês, insatisfeitos com os meus artigos sobre o Natal, me enviaram inúmeros impropérios, acompanhados de razões para não celebrarmos o nascimento de Cristo. Sinceramente, tais motivos são risíveis, a despeito de eu ter chorado diante de tamanha ignorância!

Vocês têm afirmado, caros fariseus do século XXI, que o Natal “traz em seu bojo um clima de angústia e tristeza”, e que isso ocorre por causa de “um espírito de opressão que está camuflado, escondido atrás da tradição romana que se infiltrou na igreja evangélica, e que precisamos expulsar em nome de Jesus”. Meu Deus! Desde a minha infância aprendi a celebrar o Natal de Cristo. Lembro-me com muita alegria das peças, poesias e cantatas natalinas, além das maravilhosas mensagens de Natal, ministradas por homens de Deus como Valdir Bícego. A lembrança da encarnação do Senhor propicia alegria na alma, e não tristeza! Prova disso que vários hinos daHarpa Cristã, hinário oficial das Assembleias de Deus, nos estimulam a celebrar o Natal de Cristo: 21, 120, 366, 481 e 489.


Receio que vocês tenham se deixado influenciar por outro espírito, o do Anticristo, que já está no mundo (1 Jo 4.3). Vivemos em uma época em que o Diabo deseja a todo custo fazer com que o nome de Jesus desapareça da face da terra. E uma de suas estratégias é apresentar “outro evangelho”, fanatizante, farisaico, legalista, que procura desviar os salvos da verdade, carregando-os de ordenanças, como: “não toques, não proves, manuseies”, as quais “perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens” (Cl 2.20-22).


Vocês dizem que a Bíblia não apresenta um mandamento para celebrar o Natal... O que vocês queriam, que ela ordenasse: “Celebrai com júbilo o Natal de Cristo, todos os moradores da terra”? Nem tudo, nas Escrituras, é tratado por meio de mandamentos. Ela é também um Livro de princípios, doutrinas, tipos, símbolos, parábolas, metáforas, profecias, provérbios, exemplos, etc. E um grande exemplo foi dado pelos anjos de Deus, que celebraram o Natal de Cristo, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14). Mas, se vocês são fanáticos a ponto de se apegarem a questiúnculas que a nada levam, parem de comemorar o Dia do Pastor, o Dia da Bíblia, o Dia da Escola Dominical, o Dia de Missões, etc. Ah, e também parem de receber presentes de aniversário, pois não há nenhum mandamento bíblico do tipo: “Eis que presentes receberás no dia do teu aniversário”.


O fanatismo de vocês é tão grande que os leva a seguir pensamentos extremistas, como este: “O Natal é uma festa que centraliza a visão do palpável e esquece do que é espiritual. Para Jesus o mais importante é o Reino de Deus, que não é comida e bebida, mas justiça e paz no espírito”. Dá-me paciência, Senhor! Vocês nunca aprenderam que o cristão é diferente do mundo, a despeito de estar no mundo? Conquanto o Reino de Cristo seja preponderantemente espiritual, somos pessoas normais. Precisamos trabalhar, estudar, nos alimentar... O cristão que se preza conhece o verdadeiro sentido do Natal e sabe distingui-lo do Natal secular, sincrético, consumista. Estudem 1 Coríntios 10.23-32, a fim de que abandonem, enquanto há tempo, esse legalismo farisaico e fanatizante.


Vocês argumentarão: “a igreja do Senhor está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que significa a preparação do caminho do Senhor, e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não o prepara para Ele voltar”. Onde vocês aprenderam isso? Tenho certeza de que não foi na Escola Dominical nem em uma instituição de ensino que preza a ortodoxia. A celebração do Natal é ignorada por vocês em razão de não haver um mandamento específico... Mas, ao mesmo tempo, se apegam a uma aplicação forçada da festa dos tabernáculos para se opor ao Natal de Cristo? Haja incoerência!


Uma das doutrinas fundamentais da Palavra de Deus é o nascimento do Senhor Jesus, isto é, a sua gloriosa encarnação (Jo 1.14; 1 Tm 3.16). Aliás, a obra da expiação está em um tripé: nascimento do Senhor, sua morte e sua ressurreição (Gl 4.4; 1 Co 15.1-4). Ignorar o Natal de Cristo é negar parte de sua obra salvífica.


Vocês também alegam que o nascimento de Jesus não tem mais nenhum sentido profético, pois todas as profecias que apontavam para sua primeira vinda ao mundo já se cumpriram... É mesmo? Então, para vocês, a Bíblia é apenas um tratado de escatologia, que se ocupa exclusivamente de assuntos relativos ao futuro? Ora, as Escrituras apresentam muitas doutrinas escatológicas, mas elas também contêm teologia, cristologia, pneumatologia, antropologia, hamartiologia, soteriologia, eclesiologia e angelologia. O Natal de Cristo está ligado diretamente à cristologia e à soteriologia. Entretanto, como todas as doutrinas bíblicas são intercambiáveis, em Apocalipse 12 há uma menção ao Menino Jesus! Será que vocês, sapientíssimos fariseus do século XXI, já atentaram para isso?


Outro motivo alegado para não comemorarmos o Natal de Cristo é o dia 25 de dezembro. Vocês dizem que essa data foi estabelecida pela Igreja Católica Romana. Mas, à época, a intenção foi boa! Considerando que já havia uma grande comemoração pagã no mesmo dia, e o imperador obrigou a todos a se lembrarem do dia natalício de Cristo. Se um dia ocorrer um grande avivamento no Brasil, e todos os poderes se converterem ao Evangelho, e ficar estabelecido que 12 de outubro é o Dia de Louvor a Jesus Cristo, vocês se oporão a isso, sob a alegação de que essa data fora outrora consagrada à Senhora Aparecida?


“Ah, mas o Natal se tornou um culto comercial que visa render muito dinheiro. Tirar dos pobres e engordar os ricos. É uma festa de ilusão onde muitos se desesperam porque não podem comprar um presentinho para os filhos”, vocês argumentarão. O que isso tem a ver com o verdadeiro sentido do Natal de Cristo? A Páscoa também é aproveitada pelo mundo capitalista para explorar o consumismo. Vamos ignorar a Páscoa por causa disso? Se há uma celebração de Natal que prioriza o comércio, existe, também, uma celebração que prioriza Cristo! Segue-se que esse motivo alegado para não celebrar o Natal de Cristo é reducionista, generalizante e preconceituoso.


Vocês acusam, ainda, o Natal de ser uma festividade “baseada em culto a falsos deuses nascidos na Babilônia. Então, se recebemos o Natal pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde receberam os pagãos? Qual a origem verdadeira?” Quanta ignorância! O Natal de Cristo precede e transcende o paganismo da Igreja Católica Romana. Lembrar do nascimento de Cristo, descrito na Bíblia, e glorificar a Deus por ter nos dado o seu Filho Unigênito é lícito e conveniente. Isso nada tem a ver com Roma, Babilônia, etc.


Extrapolando todos os limites do bom senso, vocês, legalistas cristãos (cristãos?), dizem que o Natal é uma festa idolátrica, que não glorifica a Jesus, pois quem a inventou foi o romanismo. Ora, o fato de o Natal ser celebrado também pela Igreja Católica Romana não torna o Natal de Cristo idolátrico. Caso contrário, a missa, com a sua hóstia, tornaria a Ceia do Senhor igualmente idolátrica, não é mesmo? Vocês pensam que sabem muito, mas estão redondamente enganados! Idolatria é condição do coração. Ela não é um pecado praticado de modo subjetivo.


Caros fariseus do século XXI, vocês reprovam e até proíbem a celebração do Natal de Cristo, por causa de Papai Noel, duendes, gnomos, decorações natalinas e outras coisas mundanas. Mas cometem um grande pecado, ao se mostrarem mais santos do que os outros. Coam mosquitos e engolem camelos. Além disso, interferem na liberdade que Cristo outorgou aos seus seguidores e exigem um padrão de santidade que nem a Palavra de Deus exige! Meditem em Eclesiastes 7.16,17.


Graças a Deus, a maioria dos seguidores de Cristo não aceita essa interferência fanatizante em sua liberdade. Caso contrário, o cristianismo se transformaria em uma religião extremista, fanática, sectária, e tudo passaria a ser pecaminoso: bolo de aniversário, vestido de noiva, terno, gravata, calça jeans, passeio no shopping, rádio, TV, Internet, redes sociais, blogs... Aliás, já houve um tempo em que o rádio era a caixa do Diabo, e o crente não podia usar perfume! Que Deus nos guarde do legalismo farisaico!


Com amor,


Ciro Sanches Zibordi

Fonte:http://cirozibordi.blogspot.com/2011/12/carta-aberta-aos-legalistas-contrarios.html

sábado, 24 de dezembro de 2011

A pobreza de Jesus Cristo


Osmar Ludovico
Ele nasceu numa estrebaria de uma aldeia obscura, na periferia do império romano. Era filho de gente muito humilde e seu berço foi um caixote que se usava para dar de comer aos animais. Quando seus pais o apresentaram a Deus no Templo de Jerusalém, sua oferta se reduziu a duas pombinhas, oferta estipulada pela lei mosaica em tais ocasiões para pessoas sem recursos. Com seus pais, deixou seu lar e viveu como refugiado em terra estrangeira por causa de um decreto imperial que mandava matar todas as crianças com menos de três anos.
Ele foi criado em outra aldeia, na casa de um carpinteiro e, quando adulto, chegou a afirmar que não tinha onde recostar a cabeça. Quando completou trinta anos tornou-se um pregador itinerante, viajando pelo país com seus doze discípulos. Foi, então, falsamente acusado e inocentemente condenado. Seus amigos o abandonaram. Depois de torturado, foi crucificado entre dois ladrões. Quando morreu, aos trinta e três anos, foi sepultado em um túmulo que um amigo bondoso emprestou.
Jesus Cristo foi pobre, mas sua pobreza foi algo que ele assumiu voluntariamente, movido pelo seu amor. Ele era rico, mas fez-se pobre, numa expressão concreta de sua identificação com a humanidade.
É tempo de os cristãos dos grandes centros urbanos se arrependerem de usar Deus para satisfazerem sua ambição material. E aprenderem a viver com simplicidade e generosidade, ajudando aqueles que não têm para a subsistência diária.
Ouvimos muita gente dando testemunho de que tinha um carro velho e agora tem dois novos, tinha uma casa pequena e agora tem duas grandes, que ganhava um tanto, mas agora ganha três vezes mais. Aceitaram a Cristo, aderiram a tal igreja e prosperaram materialmente. Nunca ouvi alguém dar testemunho de que se converteu e decidiu dar uma parte de seus bens para os pobres e para missões.
Cristãos urbanos de classe média estão imersos numa estrutura consumista, alienados da realidade do sofrimento de milhares de brasileiros. Pensam em si e no que é seu e confundem Deus com Mamon, o deus dinheiro. Mamon promete paz, tranqüilidade, vida feliz e alegria e, portanto, compete com Deus. Muitos acham que estão confiando em Deus, mas, no entanto, confiam em Mamon.
A sociedade de consumo nos condiciona e nos leva a desejar possuir cada vez mais coisas, convencendo-nos de que, tendo mais, seremos mais. Um mundo que pensa e age somente em termos materiais acabou contaminando o povo de Deus. E igrejas anunciam conforto material ilimitado para aqueles que aderirem e trouxerem sua contribuição.
Acabamos todos preocupados com a vida material, amarrados em contas, crediários, consumo de supérfluos, símbolos de status, dominados pela ambição de ter mais, sempre insatisfeitos.
Jesus Cristo, na sua pobreza voluntária, nos liberta dos condicionamentos da sociedade de consumo e nos torna dispostos a confiar a Ele toda a nossa vida, dons, talentos, recursos e tempo para servir com alegria o nosso próximo.
O verdadeiro conhecimento de Deus gera santidade e serviço, e o verdadeiro conhecimento de si gera quebrantamento e humildade.
Estas são as virtudes que a Igreja mais carece nestes dias: santidade, serviço, quebrantamento e humildade. Portanto, tenhamos discernimento, pois há uma outra teologia por aí que, ao invés de santidade, gera negócios escusos; ao invés de serviço, gera egoísmo; ao invés de quebrantamento, gera farisaísmo; ao invés de humildade; gera busca pelo poder.
Olhemos por um momento para a vida de Jesus de Nazaré, em quem cremos. Ele abriu mão de seus direitos e privilégios, esvaziou-se de sua divindade, por amor a nós fez-se homem, veio para servir e não para ser servido.
Não há nada de errado em buscar as bênçãos de Deus e uma vida material digna. Errado é acumular sem repartir. Sodoma e Gomorra, contrariamente ao que muita gente pensa, não foram destruídas pela sua promiscuidade sexual, mas sim porque acumularam riquezas e não repartiram: “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas, mas nunca amparou o pobre e necessitado”, Ez 16.49.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que o Senhor tenha misericórdia de sua Igreja. Que o Senhor tenha misericórdia do Brasil.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cachorros iurdianos


O BLOG Noticias Cristãs publicou uma notícia absurdamente ensandecida. Segundo o BLOG um pastor da IURD, teria no final de semana passado celebrado o casamento de um casal de cachorros. Veja a nota publicada abaixo:

"Só faltava acontecer isso em Massapê. Alí acontece de tudo, se não vejamos: Já houve assalto em um Posto de Gasolina e os bandidos fugiram num jumento. Outro dia dois bandidos assaltaram novamente um outro Posto de Gasolina usando um "gogó de garrafa" como arma do crime. Mas quando se imagina que nada mais fosse acontecer, surge uma história muita inusitada, de que um Pastor Evangélico, da Igreja Universal do Reino de Deus, que fica situado no centro de Massapê, teria no final de semana passado, feito o casamento de um Casal de Cachorros.

A informação é que o casal de animais estava vestidos a rigor. A notícia explodiu na cidade de Massapê como uma bomba. As Rádios da cidade não perdoaram o Pastor. E virou comédia. O povo ligando para as Rádios, oferecendo casal de jumentos, gatos para que seja feito também o casamento."


Caro leitor, me recuso a acreditar que isso seja verdade. Não é possível que o neopentecostalismo da IURD tenha chegado a tal nível. Sinceramente, rogo a Deus para que isso não passe de uma bravata, porque caso contrário definitivamente a vaca, digo, o cachorro foi pro brejo.


Completamente escandalizado!

Renato Vargens
Fonte:

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O sábado e os cristãos

A guarda do sábado ainda é motivo de acalorados debates no meio do povo evangélico. E eu como um bom assembleiano já me vi encurralado pelos sabatistas no inicio da minha fé, pela relevância do artigo e vindo  de alguém com autoridade de sobra no assunto resolvi postar no meu Blog.
Leia a seguir  o artigo do Pr. Ciro Sanches  Zibordi.  
Por que a guarda do sábado não é um mandamento para os cristãos?
Alguns internautas me fizeram as seguintes perguntas sobre a guarda do sábado: “Se guardar o sábado hoje é legalismo, por que o próprio Cristo o guardou, ao andar na terra? A instituição da guarda do sábado é anterior à lei mosaica; ocorreu em Genesis 2, quando ainda não existia Israel. Isso não significa que esse mandamento é para todos povos? Como defender que esse mandamento não é para a Igreja, se em Êxodo 20 e Isaías 56 menciona-se o estrangeiro?”

É importante observar que o Senhor Jesus respeitava os costumes dos judeus, a ponto de ter sido circuncidado por seus pais ao oitavo dia! Por que os guardadores do sábado não fazem o mesmo? Guardar a lei não é apenas observar os dez mandamentos. Estes são apenas um resumo da lei mosaica. Veja o que o apóstolo Tiago disse: “qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos” (2.10).

A posição do Mestre sobre o sábado é clara. Leia Mateus 12.1-14. Ele nunca ensinou os seus discípulos a guardarem o sétimo dia. Por que Ele não fez isso, já que tal mandamento é tão relevante? Ao ser questionado pelos religiosos, Ele não fez a mínima questão de salientar que o tal mandamento é atemporal e aplicável à sua Igreja. Ele preferiu responder como outra pergunta: “É lícito no sábado fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? E eles [os fariseus] calaram-se” (Mc 3.4).

Note que a lei e os profetas duraram até João Batista (Lc 16.16). Este profeta viveu no período neotestamentário, mas seu ministério obedeceu aos parâmetros prevalecentes no Antigo Testamento. Com a manifestação do Verbo de Deus, além do ministério profético veterotestamentário, a lei mosaica deixou de vigorar. Ele inaugurou um novo tempo! A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (Jo 1.17; Rm 10.4). Meditemos em Gálatas e tenhamos cuidado com o “outro evangelho” (1.6-12).

Quem disse que a instituição da guarda do sábado se deu em Gênesis 2? Ali, Deus apenas santificou o sétimo dia, após ter concluído a obra da Criação. A instituição da guarda do sábado se deu oficialmente depois da saída do povo de Israel do Egito (Êx 16; 20). Uma coisa está atrelada à outra (Dt 5.12-15). Veja se os patriarcas guardavam o sábado! Abraão, Isaque, Jacó e José o guardaram? Aliás, será que os adventistas já observaram que Deus trabalhou no sétimo dia? “E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra [...]” (Gn 2.2).

A guarda do sábado é um mandamento exclusivo para o povo de Israel (Êx 31.13). Isso está escrito na Bíblia. Leia Êxodo 20.1,2, com atenção: “Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”. Quem foi tirado do Egito, da casa da servidão, a Igreja ou o povo de Israel?

Quanto ao estrangeiro, mencionado em Êxodo 20 e em outras passagens correlatas, é óbvio que ele teria de guardar o sábado também! Todo estrangeiro deve cumprir a lei que vigora no país onde ele reside. Se eu for morar em algum país, como Estados Unidos ou Alemanha, por exemplo, será que viverei lá como se estivesse no Brasil? Claro que não! Terei de respeitar a lei vigente ali.

Aliás, já que estamos discutindo se Êxodo 20 e passagens afins são para Israel ou para a Igreja de Cristo, gostaria de saber se os animais dos irmãos que seguem fielmente o Decálogo também guardam o sábado! Afinal, o mandamento em apreço era extensivo aos animais: “o sétimo dia é sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu [...] nem teu animal” (Êx 20.10).

O texto de Isaías 56 contém uma promessa para Israel a respeito da guarda do sábado. Essa passagem alude ao povo israelita, à semelhança de Êxodo 20. Nesse caso, o que eu asseverei sobre os estrangeiros, acima, também se aplica a todas as passagens correlatas. O que os cristãos observadores do sábado precisam mostrar, na verdade, é o mandamento da guarda do sábado para a Igreja de Cristo, no Novo Testamento! Fica aqui o desafio.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi
[Blog do Ciro] ®: Por que a guarda do sábado não é um mandamento para os cristãos?:

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lutero no século XXl




Suponhamos que fosse possível construir uma máquina do tempo e que alguém fosse em Wittenberg em  01 de novembro de 1517 e convidasse o reformador Alemão Martinho Lutero, a fazer uma visita ao século XXI.  

Ao chegar ao Rio de Janeiro, com certeza Lutero se encantaria com a beleza da cidade, com o topografia privilegiada da capital fluminense, com a espontaneidade do carioca e com a alegria do povo brasileiro. Todavia, se fosse levado a uma igreja neopentecostal  o grande Reformador ficaria apavorado.

Imaginemos então o diálogo entre Lutero e um apóstolo tupiniquim:

Lutero: Boa tarde! Estou feliz por estar aqui na cidade maravilhosa, Me disseram que o Rio de Janeiro possui milhões de protestantes. Louvado seja Deus pela salvação deste povo.

Apóstolo: Grande Lutero, eu declaro a bênção de Deus sobre sua sua vida, eu determino a vitória sobre sua vida, e ministério.

Lutero: Como assim determino? Por acaso não é Deus que possui este poder?


Apóstolo: Lutero, por acaso você nunca leu na Bíblia que tudo aquilo que Jesus conquistou na cruz é direito nosso? Ora, você desconhece o fato de que não somos cauda e sim cabeça? Não entende que temos poder para fazer o homem prosperar e crescer segundo a vontade de Deus? 


Lutero: Apóstolo, Aliais, apóstolo? Estranho isso! Sua interpretação bíblica está absolutamente equivocada!


Apóstolo: Lutero, você não entende dos mistérios de "Papai", deixemos isso para lá! Bem, soube que você compôs uma canção chamada "Castelo Forte" e que nela você diz o seguinte "se tivermos que perder, família, bens,  poder."  Por acaso você dia isso mesmo? Meu Jesus amado, quanta ignorância! Rapaz será que você nunca ouviu falar na unção da nobreza? Deixe-me lhe dizer uma coisa: você está atrasado meu filho! Se você não tomar posse da bênção, vais morrer na miséria. Mas, veja bem, vou lhe ensinar uma coisa: Se você contribuir com o meu ministério internacional e apostólico semeando ofertas generosas de 10 mil dólares, em minha conta pessoal, sua vida mudará da água para o vinho. Você crê nisso? Então decrete a bênção!

Lutero: Como é que é? Eu que bebo a cerveja de Wintteberg e você que fica de porre?  Isso é simonia! 

Apóstolo: "Simo" o que? 

Lutero: Venda de indulgências. Você está fazendo exatamente o que a igreja Romana fez em minha época. Isso é pecado, é heresia e precisa ser combatido.

Apóstolo: Preste atenção como fala comigo, eu sou autoridade e questionar meus ensinos e decretos é tocar no ungido do Senhor. Cuidado, porque eu tenho poder para amaldiçoa-lo em nome de Deus.

Lutero: Mas quem age assim é o papa e seus cardeais. É o Papa que toma pra si uma autoridade que não lhe pertence. O papa diz que ele é representante de Deus, vigário de Cristo  e que quando ele fala "ex-cátedra" sua palavra é inquestionável. 

Apóstolo:  Vejo que você não entende nada!  Eu sou ungido do Senhor! Eu sou apóstolo ao contrário de você que é um mongezinho. Caro Lutero, diante da sua arrogância em me enfrentar eu profetizo sua miséria até que se arrependa do seu pecado e me honre com as suas primícias.

Lutero: Como assim?

Apóstolo: É simples meu caro alemão. Tudo aquilo que receber você destinará uma pequena parte para honrar o meu ministério. Agindo assim, Deus te abençoará.

Lutero:  Seu filho do diabo até quando perverterás o povo de Deus? Isso que está fazendo afronta a Palavra de Deus.  Por  favor me diga aonde é sua igreja? Preciso levar umas coisinhas para lá? 

Apóstolo: Vejo que se arrependeu meu caro alemão. A minha igreja fica na Rua da prosperidade, no bairro da unção profética.

Lutero: Não. Não me arrependi. Gostaria de colocar na porta de sua igreja a cópia de umas teses que ontem coloquei no Castelo de Winttenberg.

Que Deus tenha misericórdia da Igreja brasileira.

Renato Vargens
Leia o texto original em :